Quem sou eu
sábado, 27 de março de 2021
FALE DE AMOR
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
JARDIM DE AFETOS
Me olho, me ouço, caminho pelos cantos internos e analiso: o que plantei hoje?
Pois bem... Não o deixe abandonado. Plante, regue, adube! Somos solo fértil, por isso é preciso cuidado com o que semeamos.
Faça um macerado de ervas para a rega, adube com seu rezo, sua fé.
domingo, 3 de janeiro de 2021
A simplicidade de um instante
Quero viver do instante, dos pequenos detalhes que preenchem e dão forma ao meu dia.
Das risadas que dou, dos sorrisos que me chegam.
Quero viver das travessuras do meu neto mais novo e da ternura que emana do mais velho.
Viver das memórias afetivas que guardo dos meus pais.
Do sorriso largo e acolhedor da minha filha, do olhar sonhador do meu filho, que ama observar o céu.
Das gargalhadas entre eu e meus irmãos e tantas outras coisas que dão forma a minha história.
Quero viver do amor que me chega em pequenas porções, várias vezes ao dia.
Do céu que sempre me brinda com uma tonalidade diferente, do canto dos pássaros, do cheirinho de café fresco logo pela manhã.
Porque a vida acontece assim - nos detalhes que fazem parte da minha rotina - nas miudezas, que às vezes, nem percebo.
Meus pequenos milagres, bálsamos que minha alma recebe da vida, que somados fazem toda diferença e tudo valer a pena.
domingo, 6 de dezembro de 2020
OUÇA A MELODIA
Caneta e papel na mão começo rascunhar algumas ideias, mas a cada uma, outra surge, algumas me contradizendo e questionando, outras indo na via contrária a ideia inicial - escrever algo leve e alegre, talvez um tema natalino - e esse motim de ideias me trazem reflexões, insigths, memórias e uma folha cheia de frases rabiscadas e pontos de interrogação.
"As flores dos flamboyants, dentro de poucos dias terão caído. Assim é a vida. É preciso viver enquanto a chama do amor está queimando..." (Rubem Alves)
Um natal de paz e saúde a cada um que passa por aqui!
terça-feira, 3 de novembro de 2020
NOVEMBRO
Mês em que celebro meu aniversário e aniversário dos meus dois filhos.
Me olho no espelho e me surpreendo com uma nova manchinha na pele, um novo fio de cabelo branco - que eu ainda teimo em pintar - mas hoje, o que mais me causa espanto não é a imagem que o espelho mostra e sim, todas as mudanças internas que aconteceram.
Mudanças que foram mais acentuadas nos últimos dez anos, que aconteceram aos poucos, com a típica questão íntima: Quem sou eu?
Quem é essa que fala pela minha boca e se expressa através dos meus sentidos?
Quem é essa mulher que me olha diariamente? Quais são seus sonhos, suas vontades?
Foi assim que deu início o resgate da minha essência. No início eu queria me desfazer da versão antiga como alguém que troca de roupa e isso só me trouxe mais frustração, estava caindo no mesmo erro de antes, só que dessa vez não para agradar alguém ou evitar contendas, mas sim, para me desfazer da mulher que não me agradava ser. Demorei um tempo para perceber que não bastava decidir mudar, que toda mudança pessoal acontece aos poucos e o mais importante, era preciso um resgate feito de forma delicada e amorosa, era preciso agradecer, perdoar e amar a cada uma que eu havia sido até ali.
Um percurso longo e que me ensinou muito, principalmente, que antes de me doar eu preciso aprender a me encontrar,- se eu não souber quem sou, aceito aquilo que querem que eu seja. E eu não quero ser o molde pensado e desenhado por outra pessoa.
Hoje, sou autora da minha própria história e faço meu caminho, onde a cada passo aprendo, a cada queda me levanto, a cada erro me perdoo, a cada dor me acolho.
Fácil? Não, às vezes dói muito, pois algumas situações me colocam de frente com meu lado sombra, com minhas dificuldades internas que precisam ser trabalhadas para que eu continue meu processo de evolução mental, emocional e espiritual.
Mas isso já é assunto para uma outra postagem. Por hoje, eu celebro cada conquista com alegria de ser quem sou.
sábado, 10 de outubro de 2020
SINAIS
Analisava como algumas posturas alheias refletem em nós e nas nossas emoções, me questionava o que aquela situação queria me ensinar para que tivesse encontrado eco dentro de mim e me tirado do ponto de equilíbrio.
Quanto mais algo me irrita, mais eu percebo que ali tem algo para eu aprender, principalmente quando é algo recorrente, afinal, a lição só acaba quando eu realmente aprendo o que ela veio me ensinar.
Aprender não sobre o outro, mas sobre quem sou e como preciso melhorar internamente, acolher minhas emoções, meus conflitos, para só então, elaborar determinada questão e as lições que ela me trouxe.
Enquanto refletia, me veio a mente uma oração indígena, da qual eu lembrava apenas o primeiro trecho - que pronunciei em voz alta, feito um mantra - enquanto terminava de tomar meu café. Depois, fui cuidar dos meus afazeres e não pensei mais no assunto.
A tarde, eu e uma amiga de muitos anos, conversávamos por ligação, uma prática que veio com a quarentena e se tornou comum aos domingos. Até comentamos que nossas ligações tem sido uma espécie de terapia, pois compartilhamos coisas do cotidiano e vários sentimentos, o que tem nos rendido valiosas reflexões.
Durante nossa conversa partilhei com ela o que tinha acontecido na semana, em resposta ao meu desabafo, ela recitou algumas palavras.
Falei que as palavras não me eram estranhas, ela então explicou que eram de uma prece indígena. No mesmo instante a prece tomou forma em minha mente, a mesma prece que eu havia lembrado pela manhã, só que em trechos diferentes.
Acredito que o Universo sempre nos manda sinais, por isso precisamos estar atentos.
Entendi que a coincidência era um sinal para eu me lembrar da energia que há nas palavras e nas intenções. Que frente algumas questões, o mais sábio é calar e me afastar, para não dizer ou fazer algo que depois me traga arrependimento.
Agradeci minha amiga pela amizade tão querida e por ela ter sido o canal para que eu compreendesse isso.
PRECE DO BELO CAMINHO
Hoje sairei a caminhar
Hoje todo mal há de me abandonar
Serei tal como fui antes
Terei uma brisa fresca a percorrer-me o corpo
Terei um corpo leve
Serei feliz para sempre
Nada há de me impedir
Caminho com a beleza à minha frente
Caminho com a beleza atrás de mim
Caminho com a beleza abaixo de mim
Caminho com a beleza acima de mim
Caminho com a beleza ao meu redor
Belas hão de ser minhas palavras
Belas hão de ser minhas palavras
Belas hão de ser minhas palavras
Obs.: A Prece do Belo Caminho é pronunciada todas as manhãs pelos Índios Navajos dos E.U.A., antes de saírem para sua jornada diária para que esta seja abençoada!
terça-feira, 22 de setembro de 2020
GESTAÇÃO INTERNA
"Sempre a primavera, nunca as mesmas flores". (Ditado chinês)
Hoje acordei sentindo dores e surpresa percebi que estava prestes a parir.
Havia tempos que sentia um desconforto interno, um misto de emoções, uma fome de novos saberes, desejo por novos sabores.
Gestar a si mesmo dói, porque há todo um caminho a ser trilhado e muitos tropeços durante a caminhada.
Sabedoria, desapego, perdão, amor próprio, superação, coragem... é um pouco do que esse caminho reserva, é um pouco do que ele pede.
E não se pode ter pressa, há de respeitar os ciclos, a fim de não se perder de si mesma.
Talvez eu tenha me perdido em algum trecho do caminho tomada pela pressa em chegar ao centro do meu universo íntimo. Não percebi que dentro de mim já germinava uma nova vida, que eu alimentava com minha seiva sagrada.
Mas confiante, me permiti receber essa outra mulher que mora dentro de mim.
Fechei os olhos, fiz um rezo e procurei auscultar meu coração, não havia risos, choros, lembranças, indagações.
Nenhum ruído mental, apenas o meu eu, num silêncio profundo que se fez por dentro.
Aspirei profundamente o ar enchendo os pulmões. Senti a vida tão plena em mim, mansa, serena, madura.
Me entreguei e confiei.
O parto foi fluindo naturalmente, leve, mágico, pulsante.
Me curando, me nutrindo, me libertando!
E eu, na maturidade dos meus quase 54 anos dou a luz e essa luz reverbera por todo meu ser.
Floresço em mim - renascimento - me celebro primavera, com honra e gratidão!







