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sábado, 2 de abril de 2022

ATÉ LOGO

Há um grande silêncio aqui, fruto da minha vontade de aquietar um pouco em relação ao que vem do externo para ouvir o que vem de dentro. E dentro há um sussurro que me  pede um respiro profundo, a fim de oxigenar meu interno.

Por isso - vou ali um cadinho - abrir a janela e deixar entrar o ar mais frio que a nova estação trouxe. Arejar o coração morno, ouvir o vento, observar os passarinhos se recolherem aos ninhos mais cedo e acompanhar as folhas que se desprendem das árvores.

Faço uma pausa aqui e por outros lugares. Vou ali encher meus alforges de encantos e doçuras. Depois eu volto, sem data e hora marcada.

Quando eu voltar, te faço uma visita.

Bjs e até logo!



quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

A VIDA EM MIM

Novembro, além de ser o mês do meu aniversário e igualmente dos meus dois filhos, foi também, o mês do nascimento da minha neta. A primogênita do meu filho mais novo. 
Momentos de alegria, comemoração e celebração à vida! 

Também em novembro, meu neto mais velho - 11 anos de idade - perde uma colega da sala de aula, vítima de um acidente de trânsito.
Por alguns dias vi meu neto andando pela casa, silencioso, triste, introspectivo. Tentando compreender o fim do ciclo de vida de alguém tão jovem.

De um lado, a vida, o início.
Do outro, a morte, a finitude de um ciclo.
Entre os dois, o caminho. Onde,  através das experiências, construímos nossa história e  memórias.
 
Fiquei pensando que durante nossa vida física encaramos a morte algumas vezes e de diversas formas.
Há um luto no fechamento de cada ciclo: no fim de um relacionamento, na mudança de trabalho, de cidade ou de País, nas perdas materiais... mas nenhum se compara ao luto concreto, quando perdemos alguém que amamos.

Há tantas pessoas que se perdem um do outro ainda em vida. Por falta de diálogo, de compreensão,  por não saber perdoar,  por não abrir mão do seu ponto de vista e tantas outras coisas, que às vezes, são tão irrelevantes.

A vida é tão bela, mas também tão curta. Sabemos o mês de um nascimento, mas nunca o mês da nossa partida.
Por isso, é preciso saber valorizar o momento, priorizar quem de fato tem importância enquanto estamos no mesmo caminho.

Eu tenho refletido muito, repensado tanta coisa. Não quero  passar pela vida apenas como quem cruza uma arena carregando marcas da batalha.
Eu não quero economizar minha alma me apegando em sentimentos pequenos. Lamentando meus cansaços, ressecando por dentro por não saber perdoar. 

Porquê um dia a vida vai dar num outro caminho, e aqueles a quem amo tanto não estarão na mesma estrada que a minha. Por isso, deixo esse sopro divino alumiar minha casa-corpo, me permito viver e conviver, consciente do tempo que não controlo.

Foto: Rose A.

Que possamos celebrar a vida com muita honra, gratidão e amor. Que viver seja sempre nosso melhor presente, lembrando que todo dia é ano novo. 

Feliz 2022 a todos!