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O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

terça-feira, 18 de junho de 2019

NÃO DESISTA DE VOCÊ

Em cada esquina eu buscava um alívio para meu sofrimento. Por dentro era escuro, dor, tormento.
Buscava nos olhares mais tristes que o meu, uma única esperança. No farol, um olhar ingênuo avistei, vindo de uma criança. 
Me olhou com olhos de compreensão, reconheceu a dor que eu  sentia em minha alma e no meu coração. 
Com um gesto simples, humilde, sorriu. Disse que um pouco de dinheiro adquiriu e que comida ele ia comprar. Nesse dia, sua família ele iria sustentar.
Naquele momento pude perceber, em algum lugar vai haver, alguém que sofre mais que eu e você.
Você que está lendo, não sofra, pois tem mais corações aflitos.
Siga em frente com um lindo sorriso, se encoraja, alivie seu coração. Peça pra Deus, Ele entenderá sua oração.
Todos passamos por momentos difíceis na vida - não desista, persista, insista até alcançar - a luz que da escuridão te livrará.

(Thiago A.G.)

                       (Foto de Taís F.)

segunda-feira, 3 de junho de 2019

RUÍNAS

Um monge descabelado me disse no caminho: “Eu queria construir uma ruína. Embora eu saiba que ruína é uma desconstrução. Minha ideia era de fazer alguma coisa ao jeito de tapera. Alguma coisa que servisse para abrigar o abandono, como as taperas abrigam. Porque o abandono pode não ser apenas de um homem debaixo da ponte, mas pode ser também de um gato no beco ou de uma criança presa num cubículo. O abandono pode ser também de uma expressão que tenha entrado para o arcaico ou mesmo de uma palavra. Uma palavra que esteja sem ninguém dentro (O olho do monge estava perto de ser um canto). Continuou: digamos a palavra AMOR. A palavra amor está quase vazia. Não tem gente dentro dela. Queria construir uma ruína para a palavra amor. Talvez ela renascesse das ruínas, como o lírio pode nascer de um monturo”. E o monge se calou descabelado.
(Manoel de Barros)
                                                 (Imagem:Google)

terça-feira, 28 de maio de 2019

"A sua fronte, a sua boca, o seu riso, as suas lágrimas, enchem-lhe a voz de formas e de cores."
(Teixeira de Pascoaes)

                          (Foto de Rose A.)

                           COR(AÇÃO)

Conheço uma pessoa que por anos viveu um relacionamento abusivo, permeado por 
medo, dor e muitos conflitos internos.
Em todo esse tempo nunca deixou de sonhar, fazendo planos e tecendo histórias com final feliz.
Enfim, o tempo passou, as filhas tornaram-se  independentes e ela tomada de coragem e esperança, resolveu que era o momento para dar um basta e traçar para si um novo caminho.
Pegou suas coisas - roupas e alguns utensílios pessoais - fechou a porta e saiu sem olhar para trás.
No começo parecia um bichinho acuado, mas aos poucos o seu entusiasmo pela vida foi lhe dando forças para seguir adiante e não esmorecer.
Alguns anos se passaram e o universo conspirou para que ela conhecesse alguém, uma pessoa boa que cuida dela com muito respeito e amor.
Ela ainda carrega marcas que o tempo não foi capaz de apagar, mas escolheu continuar sorrindo ao invés de ficar chorando e se lamentando.
Ainda que tenha vivido dias cinzentos e de chuva fria, ela ousou ser cor.
E eu que tenho minha vida entrelaçada a dela, sei que mesmo com tantos problemas ela sempre arrumou tempo para auxiliar outros a sua volta.
Afinal - para colorir a alma - é preciso se esvaziar de si e colorir com o coração.
                       (Sônia A.)

quinta-feira, 2 de maio de 2019

RECOLHER-SE

A noite adentrou o dia, sem se importar com o sol que fazia lá fora
Veio trazendo o breu de uma madrugada fria
Ainda tentei abrir a fresta de uma janela para que entrasse uma réstia de luz
Mas não tive força suficiente para desemperrar o que o tempo engrenou
Rezo, procuro na fé a força necessária para seguir adiante
Choro e as lágrimas deixam um rastro quente na minha face cansada
Acendo a chama do fogão, faço um chá na tentativa de aquecer o corpo e diminuir o aperto que carrego no peito
Um dia o sol volta a brilhar, eu sei
Mas por hoje, me encolho no sofá e deixo a noite me envolver
Também é preciso força e coragem, para chorar a dor que as vezes nos consome a alma.
(Sônia A.)

Foto de Adriele G.

domingo, 24 de março de 2019

UM ARCO-ÍRIS NO OUTONO


Outono é uma estação que significa para muitos, um período de introspecção.
Eu, que acredito muito na nossa ligação íntima com a natureza, ando me sentindo assim, introspectiva. E não é por ficar sugestionada com a mudança da estação, pois só me dei conta do seu início, quando recebi no watsApp algumas mensagens de bom dia com frases saudando o outono. 
Mas, a chegada da nova estação, coincidiu com meu movimento de voltar o olhar e o pensamento pra dentro, analisar algumas áreas da minha vida e repensar algumas escolhas.
Um amigo me disse, que o outono é a estação propícia para romper as cascas que criamos para nos proteger, deixar que o vento leve o passado ou o que não acrescenta, ouvir a voz da intuição e gestar novas sementes, que no momento certo irão eclodir.
Pensando nisso, tento perceber quais são as minhas cascas e o que devo fazer para romper alguns padrões mentais e emocionais, percebo que não é uma tarefa fácil.
Diante de certos acontecimentos e fases, criamos uma carapaça que sirva de proteção contra o medo, tristeza e dor. Às vezes a fase acaba e nem percebemos que continuamos dentro dessa casca, talvez como forma inconsciente de evitar outros sofrimentos.
Resolvo começar fazendo uma faxina no guarda-roupa, pois talvez seja mais fácil começar pela parte material, do que a emocional. 
Assim, hoje me coloquei a separar livros e roupas para doação, limpar gavetas, mudar roupas de lugar. 
Depois, fui organizar uma caixa onde guardo coisas da infância dos meus dois filhos - que atualmente têm 30 e 19 anos de idade - cartões, cadernos, bilhetes e trabalhos de quando estavam no início da fase escolar. Entre tantas lembranças lindas, voltei no tempo e confesso chorei muito, chorava e ria ao mesmo tempo, no meio de frases, desenhos e cores, imersa num mundo de boas recordações.
Com isso, um amor tão profundo preencheu todo meu coração, aquietou todas minhas inquietações e no meio do meu outono interno, surgiu um lindo arco-íris.



                                    (Foto de Adriele G.)

domingo, 10 de março de 2019

MARCAS


Carrego cicatrizes do passado, de dor e sofrimento.
Lutei com garras e dentes e não desisti em nenhum momento.
Matando um leão por dia e lutando contra um desejo. 
A tempestade não me levou e o refúgio sempre foi o abraço daqueles que me amam.
O chão do terreiro que piso descalço, me reconecto com meu interior e sinto o desejo de fazer o bem.
Liberdade é ser capaz de enxergar um futuro pra viver.
Ter alguém do meu lado, que me ajude a crescer - somando e multiplicando - alegrias e sonhos.
Família e crianças brincando ao meu redor.
Sorrisos...
(Thiago A.G.)


        (Foto de arquivo pessoal)             




Nem sempre sabemos da luta interna que o outro vive, seus medos, limitações e conflitos.
Algumas pessoas nos enchem de orgulho, pela força que carregam na alma.
E você, meu querido, tem uma alma guerreira.
Te amo
(Sônia)




domingo, 17 de fevereiro de 2019

PROCURA-SE CURADORES DE RISOS

Gente que tenha o dom de restaurar confiança, com simplicidade e um pouco de amabilidade.
Capaz de abraçar de olhos fechados, que tenha a percepção da beleza da humanidade do outro, que abrace simplesmente a essência.
Gente que escute sem julgar, questionar ou ensinar, simplesmente, acolha...
Que use no cotidiano as palavrinhas mágicas. "Obrigada" se faz indispensável.
Gente que saiba auxiliar sem anotar, sim daqueles corações generosos e desmemoriados.
Gente que motive, encoraje e incentive na prática, em gestos e ações desinteressadas.
Que respeite o sagrado de tudo que vive, que bendiga e abençoe com a alma, com verdade e ternura.
Gente com sol no peito, que saiba benzer com um simples toque de carinho, que domine ao menos um pouco a arte de iluminar olhares com poções diárias de alegria.
Que conheça a alquimia da esperança, receite gotas de ânimo, doses doces de amanhecer com fé, lida com gosto, por-de-sol com gratidão e noites em paz...
Procura - se gente disposta a doar amor e a resgatar risos perdidos...
Gente com vocação de curar com o simples gesto de - amar.
Alguém? ...
(Rita Maidana)

                         Foto: Rose A.