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sexta-feira, 17 de abril de 2026

FOME DE PALAVRAS



Está difícil voltar.
Embora - vez ou outra - sinta saudade de pousar por aqui.
Está difícil voltar a ser eu de ontem, aquela que sempre arrumava um tempo para dar forma as palavras.
Que levantava voo daqui para pousar em quintais alheios, saboreando palavras escritas por outras mãos.
Escrever sempre foi algo que gostei, as palavras sempre fluíram de mim com facilidade, encontrando colo no papel.
Eu tenho tido fome: de saberes, de memórias encantadas e de palavras que se transformam em poesias. 
Mas no ano passado,  tive que lidar com tanta demanda que por um tempo o solo se tornou infértil e as letras que plantei não deram frutos.
Por isso me calei e segui com fome.
Mas tenho sentido um burburinho interno e o solo criativo que se fez árido, começa despertar de um sono profundo.
Eu aguardo, respeitando o tempo que o torna fecundo, para que enfim, eu colha as palavras com as quais minha alma se alimenta.