Quem sou eu

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O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

segunda-feira, 16 de abril de 2018

"Amo a vida. Fascina-me o mistério de existir.
Quero viver a magia de cada instante, embriagar-me de alegria.
Que importa a nuvem no horizonte, chuva de amanhã?
Hoje o sol inunda o meu dia."
(Helena Kolody)

           (imagem arquivo pessoal)
                            
Eu me casei muito jovem, aos 19 anos. Casamento que resultou em dois filhos e vinte quatro anos de união. 
Depois veio a separação e por mais amigável que tenha sido, deixou seu rastro de mágoa, tristeza e tantas emoções conflitantes. 
Não é fácil lidar com o fim de um relacionamento, mas também não dava para sentar e chorar, eu precisava pensar como ia ser dali em diante. 
A primeira providência foi arrumar um trabalho que me permitisse ter tempo para ficar com meu filho, que na época tinha dez anos e sentia muita falta da presença do pai. 
Foi preciso guardar o que eu sentia, colocar um sorriso no rosto e seguir em frente, mas confesso - as noites eram bem difíceis - meu travesseiro sabe quantas insônias tive pensando no amanhã. 
Mas o tempo passou, a dor e o medo perderam força e deram lugar a outros desejos e projetos. Um deles, o grupo "mulheres 4 estações", que foi um divisor de águas na minha vida.
Com as reuniões mensais voltei a me enxergar como mulher, resgatei minha auto estima e percebi que era o momento de fazer algo por mim, foi assim que voltei a estudar e fui fazer faculdade de pedagogia. 
Esse era um sonho antigo e achei que merecia realizar. 
Agora, estou no último ano, rodeada de trabalhos, estágio e primeira fase para entrega do projeto do TCC. Procurando conciliar com o trabalho, família, casa e outras coisas. 
É por esse motivo que tenho me demorado nas postagens e nas visitas aos espaços amigos. 
Por isso peço às amigas que tem vindo me visitar que não desistam de mim, eu volto logo.

Um ótimo mês à todas!


domingo, 21 de janeiro de 2018

SABOREAR

"Ando com fome de coisas sólidas e com ânsia de viver só o essencial. Pessoalmente, penso que chega um momento na vida da gente em que o único dever é lutar ferozmente por introduzir, no tempo de cada dia, o máximo de eternidade."
(Guimarães Rosa)

                                         (Foto de Adriele G.)
                            
Em 2017, os dias passaram por mim com uma velocidade impressionante. Tive de dar conta de muitas atividades ao mesmo tempo, talvez por conta disso, no início de novembro acabei tendo uma tendinite do calcâneo, que me custou mais de 30 dias de repouso e muitas limitações. 
Antes da tendinite eu estava numa fase muito chorosa, lamentando a correria, o cansaço físico e mental, resumindo, com pena de mim mesma. 
O repouso forçado me fez rever algumas atitudes mentais e emocionais e valorizar - literalmente - cada passo dado, cada atividade desenvolvida.
Que existe uma diferença entre o que há para ser feito e o que eu posso fazer naquele dia.
Perceber o quanto as pequenas pausas diárias são necessárias, a fim de frear a ansiedade em dar conta de tudo.
Prestar atenção no que está sendo feito e falado, estar realmente conectada com o aqui e agora.
Por isso, ao acordar, tenho procurado abrir os olhos devagar, me espreguiçar na cama e fazer minha oração matinal, em vez de pular ao primeiro toque do despertador. 
Tomar minha xícara de café com calma e acreditem, ele está bem mais saboroso,  embora seja a mesma marca e medida no preparo.
Não sei vocês, eu até fico sem o café no decorrer do dia, mas pela manhã ele é indispensável. 
Sentir seu aroma na cozinha e tomar uma xícara dele bem quentinho me dá a sensação de que o dia realmente começou e estou pronta para iniciar minhas atividades. 
Talvez, eu precise colocar mais vezes em prática o ato de saborear.
Saborear o café, a refeição, o momento, a vida.
Lentamente!
(Sônia A.)
                            
Que possamos saborear o novo ano, com o cuidado amoroso que merecemos.
 
                   FELIZ 2018!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

PHOENIX



Como se chama o que renasce das cinzas? 
A mitologia nos apresenta uma ave fabulosa que durava muitos séculos e, queimada,renascia das próprias cinzas.
Há variações que acrescentam que, além do renascer, essa ave tinha a capacidade de pressentir o cheiro de um fim, e ia ao seu encontro, jogando-se contra o fogo para que se cumprisse o seu destino.
Phoenix é o nome da ave.

E humanamente, como chamamos quem renasce de si?
Como chamamos quem pressente o cheiro de um fim e se lança mortalmente ao encontro deste com bravura, dor, coragem, medo, tristeza, lamento, altivez, tontura.
Com toda sua bagagem, ao encontro do que lhe espera, porque o sabe inevitável e ao inevitável não se pode fugir.

Como chamamos quem sobrevive a si para ensinar aos outros que é possível renascer?
Como chamamos quem exerce amor como prática de vida e morrendo em sua sina revive porque o semelhante precisa dessa ressurreição?
Como chamamos quem expõe suas dores, seus medos, seus temores, com naturalidade e sabedoria contumaz porque é assim que tem que ser ?
Não sei.

E a Phoenix pousou sobre meu inconsciente.
É que nesse mundo, meu feito mais constante é o de observar.
Do que vejo e sinto, escrevo.
Mas por agora, me perdoe, não sei denominar.

Não sei nem mesmo como chamar esse estado que se adquire, essa capacidade, não de sobreviver às intempéries, mas de renascer da morte dos próprios sonhos.
Mas sei que é possível.
E vejo Phoenix sobrevoando o mundo do renascer.
A fábula e a vida real dançando juntas. 
A primeira é a mestra, a segunda a aluna.

E assim como a ave mitológica que tenta ensinar a recolher o pó da combustão de nossas substâncias essenciais porque será dele que virá a nova vida, precisamos ir ao nosso encontro.
Precisamos virar a esquina do pesadelo com a consciência clara de que de nossas cinzas nos faremos vida e de novo sonho.

Não sei como chamar quem renasce das próprias dores e do próprio fim.
E renasce sempre melhor e mais belo.
Mas tenho cá comigo a intuição de que se chama GENTE.
E é com essa GENTE que eu quero aprender a viver.

(Maine Virginia Carvalho)

 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Palavras sobre o papel

Ei moço, deixa escapar esse grito preso na garganta, não é bom guardar tanto sentimento assim. 
Se não consegue falar, permita que escorra em forma de letras e caiam sobre o papel.
Talvez ao primeiro olhar elas pareçam desconexas, confusas.
Mas conforme for dando à elas um pouco de si, vai perceber que vão tomando forma - e ao mesmo tempo em que você se esvazia de tudo que te machuca - se preenche de alívio.
As palavras escritas tem esse dom, libertar a tristeza que aprisiona a alma.  
E a tua alma é tão bonita, não merece que você a transforme em um porão fechado, úmido e frio. 
Por isso, só por hoje, se ponha a escrever e permita que o sol lhe beije a face, a esperança afugente essa melancolia. 
Amanhã? 
Ah, amanhã você faz tudo de novo e depois de amanhã, depois e depois...

(Sônia A.)


domingo, 3 de setembro de 2017

NOVOS CAMINHOS

No mês de agosto, encerramos os encontros mensais das mulheres 4 estações.
O intuito dos encontros, era nos dar a oportunidade do auto conhecimento - através da partilha das nossas vivências - tudo feito de uma forma artesanal, mas com muito carinho e cumplicidade. 
Foram 3 anos de troca e aprendizado e sou muito grata a cada uma das participantes, pela oportunidade. 
Mas há momentos em que é preciso fazer escolhas e isso implica, muitas vezes, abrir mão de algumas coisas. E por conta de novos projetos e afazeres, que andam me deixando com o tempo bem limitado, foi justamente o que aconteceu.
É também por falta de tempo que demorei vir aqui, fazer nova postagem, e quase não tenho visitado os blogs amigos que tanto gosto.
Mas hoje, vim matar a saudade desse cantinho e deixar o meu abraço e carinho, para quem aqui passa.

                              (Foto: Andrea Giovanna)

                                      "A Vida sempre oferece
                                  infinitas possibilidades de caminhos,
                                 estreitos ou largos que dependem
                                 do tamanho dos passos
                                 que a Coragem tem pra dar."

                                          (Inês Seibert)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

REVEZAMENTO

Minha força pede um momento de licença.
Ela quer sair pra descansar e permitir que a fragilidade atue um pouco em seu lugar.
Depois de um certo tempo a armadura pesa, a lança emperra e se retesa.
Deixe a doçura encostar nesse intervalo da razão.... a decisão saiu um instante pra sonhar.

(Flora Figueiredo)


Por falta de tempo para postagens e interações, faço uma pequena pausa.
Deixo meu abraço, à todos blogs amigos que passam por aqui.
Até breve!

domingo, 4 de junho de 2017

Para as tardes mais frias que se aproximam, vou compartilhar a receita de uma chá que apreciamos bastante aqui em casa, principalmente se for acompanhado de uma fatia de bolo de maçã.

                       CHÁ DE MARACUJÁ

Levar ao fogo uma xícara (chá) de açúcar e deixar formar um caramelo;
Acrescentar a polpa de 3 maracujás médios;
Um litro de água;
1 maça sem casca cortada em cubos;
3 rodelas de gengibre,
1 canela em pau.
Deixar ferver de 15 a 20 minutos, depois é só coar e servir.

Espero que gostem!