Quem sou eu

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O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

"Minha vó dizia:para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar..."
(Fabrício Carpinejar) 

Que possamos sempre, ser nosso próprio lugar de paz e refazimento.
E ser feliz, pelo simples fato de nos pertencer.

Um ótimo mês de novembro à todas amigas que passam por aqui.


                                        (Foto de Rose A)



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

DELICADEZA

A noite passada, Andrea, que é minha amiga e irmã de alma, me mandou lindas fotos via whatsapp, acompanhadas do seu pensamento:
"Ontem, mesmo com a chuva fina, não resisti sentir esse cheirinho de terra molhada. E como não fotografar?...Sim, existe cor em um dia nublado".
Quando li e vi as fotos me senti tocada, não apenas pela beleza das flores, mas pela mensagem subliminar que veio de encontro com meu momento.
É que por alguns imprevistos da vida, estive vários dias nublada por dentro.
Coração apertado, ombros caídos, pensamentos e sentimentos confusos, olhar sem brilho.
No geral, sou sempre uma pessoa que ri dos próprios problemas, sempre disposta a confortar o outro, a ver o lado positivo e tirar uma lição do problema, mas por alguns dias - duas semanas para ser mais exata - não consegui lidar tão bem com os acontecimentos. 
Até tentei escrever, coisa que sempre procuro fazer e que me ajuda bastante a coordenar os pensamentos e acalmar as emoções quando não estou bem.
Mas nesse dia, as únicas palavras que saltaram para além de mim, demonstram exatamente o que ia no meu íntimo:
"Hoje um pássaro me pousou nos olhos.
Asas caídas, canto emudecido e tudo se tornou tão cinza e triste."
Embora eu já esteja me sentido melhor e as emoções mais equilibradas, o cinza ainda não se dissipou totalmente.
Mas ao ler a mensagem e ver a cor saltar diante dos meus olhos através das fotos, tomei consciência de que é preciso apreciar o belo, encher os olhos de cor, ainda que isso não dissipe toda névoa, ajuda a não perder a capacidade de apreciação, serve como alimento pra alma, impulso para a vontade.
E quem sabe assim, movido pela vida que pulsa sem cessar, o pássaro dos meus olhos sinta o fremir das asas, o desejo de voar e depois pousar - suavemente - sobre uma flor.
Vou torcer para que sejam rosas e que o perfume que elas exalam o faça cantar, num agradecimento à Deus pelos presentes cheios de delicadeza que Ele coloca em minha vida, diariamente.
Através de inúmeras coisas, como palavras, imagens e amiga que teima em ser irmã...

                     Foto de Andrea Giovanna

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

MEU LUGAR MÁGICO

 

Hoje senti saudade desse meu cantinho, ao entrar para pensar em algo que pudesse usar como postagem, vi o convite da querida Roselia.
Minha primeira participação numa blogagem coletiva e é com alegria que faço isso.
O tema proposto é: Qual o meu lugar mágico?

Ao me fazer essa pergunta, fechei os olhos e tantas coisas vieram a minha mente.
Meu lar, meus filhos e netos - que são os amores da minha vida - amigos, família.
Percebi que meu lugar mágico é quando, em silêncio, fecho os olhos e me visito.
É dentro de mim, num cantinho sagrado que guardo o meu melhor, as lembranças queridas, os amores, as alegrias.
Lugar para onde me volto quando preciso descansar dos ruídos ao meu redor. Lógico que aqui dentro nem sempre é silencioso, às vezes  o barulho é ensurdecedor e dói.
Ainda assim, é a estrada de dentro que tenho que percorrer para me encontrar e me fortalecer. Esse caminho percorro  através de uma oração, de uma música, recitando mentalmente um poema, buscando lembranças queridas.
E quando enfim, consigo sentir minha alma em harmonia, sei que encontrei meu lugar mágico, capaz de restaurar minhas energias e me fazer ser capaz de continuar.

                            (Foto de Andrea Giovanna)

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O VALOR DO HOJE

Hoje é o que temos.
Não deixemos nada para depois. Vamos viver o que gostaríamos e fazer o que queremos.
Não adiemos nada, pois o amanhã, quem sabe...
Nunca saberemos se aquele beijo, aquela palavra, aquele abraço, aquela conversa, estão sendo o último.
Se soubéssemos, faríamos diferente?
Então, vamos viver o que está pulsando dentro de nós, objetivar os planos e anseios, mas sem deixar de viver o que a vida está nos oferecendo. 
Vamos beijar e abraçar demoradamente quem desejamos e dizer o que estamos sentindo. 
Perceber nossos cheiros, trocar carinhos, desabafos e conselhos.
Chega um momento na vida que vamos ficando órfãos, o que fica e o que levamos são esses momentos, essa energia e amor.
Portanto, não deixe para viver depois uma paixão, um amor, porque está ocupado demais com o trabalho ou objetivos. 
Tudo pode e deve fluir simultaneamente.
Não deixe para dizer amanhã eu te amo ou como alguém é importante.
Vamos viver cada instante, ser leve, espontâneo. 
Vamos nos permitir sentir e demonstrar.
Porque hoje é o que temos, o amanhã quem sabe......
(Andrea Giovanna)

                                        (Foto: Taís A

segunda-feira, 16 de abril de 2018

"Amo a vida. Fascina-me o mistério de existir.
Quero viver a magia de cada instante, embriagar-me de alegria.
Que importa a nuvem no horizonte, chuva de amanhã?
Hoje o sol inunda o meu dia."
(Helena Kolody)

           (imagem arquivo pessoal)
                            
Eu me casei muito jovem, aos 19 anos. Casamento que resultou em dois filhos e vinte quatro anos de união. 
Depois veio a separação e por mais amigável que tenha sido, deixou seu rastro de mágoa, tristeza e tantas emoções conflitantes. 
Não é fácil lidar com o fim de um relacionamento, mas também não dava para sentar e chorar, eu precisava pensar como ia ser dali em diante. 
A primeira providência foi arrumar um trabalho que me permitisse ter tempo para ficar com meu filho, que na época tinha dez anos e sentia muita falta da presença do pai. 
Foi preciso guardar o que eu sentia, colocar um sorriso no rosto e seguir em frente, mas confesso - as noites eram bem difíceis - meu travesseiro sabe quantas insônias tive pensando no amanhã. 
Mas o tempo passou, a dor e o medo perderam força e deram lugar a outros desejos e projetos. Um deles, o grupo "mulheres 4 estações", que foi um divisor de águas na minha vida.
Com as reuniões mensais voltei a me enxergar como mulher, resgatei minha auto estima e percebi que era o momento de fazer algo por mim, foi assim que voltei a estudar e fui fazer faculdade de pedagogia. 
Esse era um sonho antigo e achei que merecia realizar. 
Agora, estou no último ano, rodeada de trabalhos, estágio e primeira fase para entrega do projeto do TCC. Procurando conciliar com o trabalho, família, casa e outras coisas. 
É por esse motivo que tenho me demorado nas postagens e nas visitas aos espaços amigos. 
Por isso peço às amigas que tem vindo me visitar que não desistam de mim, eu volto logo.

Um ótimo mês à todas!


domingo, 21 de janeiro de 2018

SABOREAR

"Ando com fome de coisas sólidas e com ânsia de viver só o essencial. Pessoalmente, penso que chega um momento na vida da gente em que o único dever é lutar ferozmente por introduzir, no tempo de cada dia, o máximo de eternidade."
(Guimarães Rosa)

                                         (Foto de Adriele G.)
                            
Em 2017, os dias passaram por mim com uma velocidade impressionante. Tive de dar conta de muitas atividades ao mesmo tempo, talvez por conta disso, no início de novembro acabei tendo uma tendinite do calcâneo, que me custou mais de 30 dias de repouso e muitas limitações. 
Antes da tendinite eu estava numa fase muito chorosa, lamentando a correria, o cansaço físico e mental, resumindo, com pena de mim mesma. 
O repouso forçado me fez rever algumas atitudes mentais e emocionais e valorizar - literalmente - cada passo dado, cada atividade desenvolvida.
Que existe uma diferença entre o que há para ser feito e o que eu posso fazer naquele dia.
Perceber o quanto as pequenas pausas diárias são necessárias, a fim de frear a ansiedade em dar conta de tudo.
Prestar atenção no que está sendo feito e falado, estar realmente conectada com o aqui e agora.
Por isso, ao acordar, tenho procurado abrir os olhos devagar, me espreguiçar na cama e fazer minha oração matinal, em vez de pular ao primeiro toque do despertador. 
Tomar minha xícara de café com calma e acreditem, ele está bem mais saboroso,  embora seja a mesma marca e medida no preparo.
Não sei vocês, eu até fico sem o café no decorrer do dia, mas pela manhã ele é indispensável. 
Sentir seu aroma na cozinha e tomar uma xícara dele bem quentinho me dá a sensação de que o dia realmente começou e estou pronta para iniciar minhas atividades. 
Talvez, eu precise colocar mais vezes em prática o ato de saborear.
Saborear o café, a refeição, o momento, a vida.
Lentamente!
(Sônia A.)
                            
Que possamos saborear o novo ano, com o cuidado amoroso que merecemos.
 
                   FELIZ 2018!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

PHOENIX



Como se chama o que renasce das cinzas? 
A mitologia nos apresenta uma ave fabulosa que durava muitos séculos e, queimada,renascia das próprias cinzas.
Há variações que acrescentam que, além do renascer, essa ave tinha a capacidade de pressentir o cheiro de um fim, e ia ao seu encontro, jogando-se contra o fogo para que se cumprisse o seu destino.
Phoenix é o nome da ave.

E humanamente, como chamamos quem renasce de si?
Como chamamos quem pressente o cheiro de um fim e se lança mortalmente ao encontro deste com bravura, dor, coragem, medo, tristeza, lamento, altivez, tontura.
Com toda sua bagagem, ao encontro do que lhe espera, porque o sabe inevitável e ao inevitável não se pode fugir.

Como chamamos quem sobrevive a si para ensinar aos outros que é possível renascer?
Como chamamos quem exerce amor como prática de vida e morrendo em sua sina revive porque o semelhante precisa dessa ressurreição?
Como chamamos quem expõe suas dores, seus medos, seus temores, com naturalidade e sabedoria contumaz porque é assim que tem que ser ?
Não sei.

E a Phoenix pousou sobre meu inconsciente.
É que nesse mundo, meu feito mais constante é o de observar.
Do que vejo e sinto, escrevo.
Mas por agora, me perdoe, não sei denominar.

Não sei nem mesmo como chamar esse estado que se adquire, essa capacidade, não de sobreviver às intempéries, mas de renascer da morte dos próprios sonhos.
Mas sei que é possível.
E vejo Phoenix sobrevoando o mundo do renascer.
A fábula e a vida real dançando juntas. 
A primeira é a mestra, a segunda a aluna.

E assim como a ave mitológica que tenta ensinar a recolher o pó da combustão de nossas substâncias essenciais porque será dele que virá a nova vida, precisamos ir ao nosso encontro.
Precisamos virar a esquina do pesadelo com a consciência clara de que de nossas cinzas nos faremos vida e de novo sonho.

Não sei como chamar quem renasce das próprias dores e do próprio fim.
E renasce sempre melhor e mais belo.
Mas tenho cá comigo a intuição de que se chama GENTE.
E é com essa GENTE que eu quero aprender a viver.

(Maine Virginia Carvalho)