Está difícil voltar.
Embora - vez ou outra - sinta saudade de pousar por aqui.Está difícil voltar a ser eu de ontem, aquela que sempre arrumava um tempo para dar forma as palavras.
Que levantava voo daqui para pousar em quintais alheios, saboreando palavras escritas por outras mãos.
Escrever sempre foi algo que gostei, as palavras sempre fluíram de mim com facilidade, encontrando colo no papel.
Eu tenho tido fome: de saberes, de memórias encantadas e de palavras que se transformam em poesias.
Mas no ano passado, tive que lidar com tanta demanda que por um tempo o solo se tornou infértil e as letras que plantei não deram frutos.
Por isso me calei e segui com fome.
Mas tenho sentido um burburinho interno e o solo criativo que se fez árido, começa despertar de um sono profundo.
Eu aguardo, respeitando o tempo que o torna fecundo, para que enfim, eu colha as palavras com as quais minha alma se alimenta.

Minha amada amiga, que texto mais lindo, sensível e tocante. E nós estávamos com fome desse seu jeito todo próprio de lidar com as palavras e esse poder de nos tocar imensamente. Torço para que agora você tenha engrenado a marcha para possamos nos saciar.
ResponderExcluirBjssss Andrea Giovanna
Tão, mas tão feliz em te ler, em te ver aqui neste cantinho! Por ter ficado muito ausente também, eu senti esse deserto, essa falta de colo para as palavras. Apenas venha e tudo vai brotando novamente!
ResponderExcluirUm beijo
Sonia!!! Que delícia te ver novamente, amiga, com teus belos textos!
ResponderExcluirMas entendo, a vida tem disso, nos impõe pausas por vários motivos, mas o bom mesmo é levantarmos, sacudir a poeira e voltar cheia de alegria!
Muito, muito obrigada pela tua lembrança lá no Porto das Crônicas, fiquei muito feliz! Agora, engata uma marcha e segue, fazendo tão bem o que estavas fazendo!
Uma feliz semana, com muita paz e saúde!
Beijinhos.
Hummmm quebrou bem o jejum, quando será que vem o banquete?
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