AMANHECENDO
"Eu não estou triste.
Só estou fazendo silêncios.
Só estou me recolhendo.
Só estou amanhecendo por dentro" .
(Priscila Rôde)

"No orvalho de pequenas coisas o coração encontra sua manhã e se sente refrescado." ( Kalil Gilbran)
"A vida necessita de pausas."(Carlos Drummond de Andrade)É imperioso tirar pequenas pausas na agitação constante em que vivemos.Pausas que venham acrescentar leveza ao nosso mundo íntimo e nos permita alimentar a alma de doçuras,que nos livra da insensatez e desequilíbrio,do olhar indiferente as dores alheia.Pausas que tragam percepção e sensibilidade, para não ver apenas o mal escancarado,como a violência,mas principalmente,o mal tênue e sutil que aprisiona nossa alma e escraviza nosso corpo.Pequenas pausas diárias para nos reabastecer de:Ternura,compaixão,simplicidade,afetos,fé,sorrisos...Vida.(Por Alex e Sônia- mulheres 4 estações)
MÁSCARASMáscaras, quem não tem as suas?Quando as usamos e porque?Essas foram algumas das perguntas que nos fizemos nesse encontro,onde iniciamos com o resumo do texto" O Espelho" de Machado de Assis.Esse texto nos trouxe questionamentos pertinentes para nos fazer reconhecer que elas são usadas em várias circunstâncias e momentos,onde nos apresentamos ao meio que nos relacionamos.E a importância de aprender a conviver com elas sem deixar que pese ou sufoque nossa essência.Depois usamos o texto abaixo,para falar dos momentos e sensação que sentimos quando estamos totalmente livres de usa-las.O Louco (Khalil Gilbran)Perguntas-me como me tornei louco. Aconteceu assim:Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”Assim me tornei louco.E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.