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O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

quarta-feira, 15 de julho de 2015

"Quando não somos mais capazes de mudar uma situação somos desafiados a mudar a nós mesmos".

(Viktor E. Frankl)

Quanta sabedoria nessas palavras. Tentamos inúmeras vezes mudar as coisas e as pessoas para podermos estar bem, quando na verdade mudando a nossa maneira de ver e vivenciar tudo é que podemos ser felizes.
Deus escreve certo por linhas tortas ! Vamos nos demorar um pouco mais nas entrelinhas e achar um atalho para a felicidade !
(Sonia Buzanello)


(foto extraída do Google)

sábado, 11 de julho de 2015




(imagem extraída do Google)

terça-feira, 7 de julho de 2015


A menina e a maçã

Uma garota segurava em suas mãos duas maçãs. Sua mãe entrou e lhe pediu com uma voz doce e um belo sorriso: " querida, voce poderia dar uma de suas maçãs para mamãe?" A menina levanta os olhos para sua mãe durante alguns segundos, e morde subitamente uma das maçãs e logo em seguida a outra. A mãe sente seu rosto se esfriar e perde o sorriso. Ela tenta não mostrar sua decepção quando sua filha lhe dá uma de suas maçãs mordidas. A pequena olha sua mãe com um sorriso de anjo e diz: " É essa a mais doce."
Pouco importa quem você é, que você tenha experiencia, seja competente ou sábio. Retarde sempre o seu julgamento. Dê aos outros o privilégio de poder se explicar. Mesmo se a ação parece errada, o motivo pode ser bom.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

"Inverno"- Nova estação

A árvore que floresce no inverno 
(Rubem Alves) 


Os sinais eram inequívocos. Aquelas nuvens baixas e escuras... O vento que soprava desde a véspera, arrancando das árvores folhas amarelas e vermelhas. É, o inverno estava chegando. Deveria nevar. Viriam então a tristeza, as árvores peladas, a vida recolhida para funduras mais quentes, os pássaros já ausentes, fugidos para outro clima, e aquele longo sono da natureza, bonito quando cai a primeira nevada, triste com o passar do tempo...
Resolvi passear, para dizer adeus às plantas que se preparavam para dormir, e fui, assim, andando, encontrando-as silenciosas e conformadas diante do inevitável, o inverno que se aproximava. E foi então que me espantei ao ver um arbusto estranho. Se fosse um ser humano certamente o internariam num hospício pois lhe faltava o senso da realidade, não sabia reconhecer os sinais do tempo.
Lá estava ele, ignorando tudo, cheio de botões, alguns deles já abrindo, como se a primavera estivesse chegando.
Não resisti e, me aproveitando de que não houvesse ninguém por perto, comecei a conversar com ele, e lhe perguntei se não percebia que o inverno estava chegando, que os seus botões seriam queimados pela neve naquela mesma tarde.
Argumentei sobre a inutilidade daquilo tudo, um gesto tão fraco que não faria diferença alguma. Dentro em breve tudo estaria morto... E ele me falou, naquela linguagem que só as plantas entendem, que o inverno de fora não lhe importava, o seu era um ritmo diferente, o ritmo das estações que havia dentro.
Se era inverno do lado de fora, era primavera lá do lado de dentro dele, e seus botões de flor eram um testemunho da teimosia da vida que se compraz mesmo em fazer o gesto inútil. As razões para isso? Puro prazer.
Ah! Há tantas canções inúteis, fracas para entortar o cano das armas, para ressuscitar os mortos, para engravidar as virgens, mas não tem importância, elas continuam a ser cantadas somente pela alegria que contêm...
E há os gestos de amor, os nomes que se escrevem em troncos de árvores, preces silenciosas que ninguém escuta, corpos que se abraçam, árvores que se plantam para as gerações futuras, lugares que ficam vazios, à espera do retorno, poemas inúteis que se escrevem para ouvidos que não podem mais ouvir, porque alguma coisa vai crescendo por dentro, um ritmo, uma esperança, um botão pela pura alegria, um gozo de amor. E me lembrei de um pôster que tenho no meu escritório, palavras de Albert Camus: "No meio do inverno eu finalmente aprendi que havia dentro de mim um verão invencível".
E aí a alucinação teológica tomou conta da minha cabeça e me lembrei de uma velha tradição de Natal, ligada à árvore. As famílias levavam arbustos para dentro de suas casas. E ali, neve por todas as partes, elas os faziam florescer, regando-os com água morna. Para que não se esquecessem de que, em meio ao inverno, a primavera continuava escondida em alguma parte.
Inverno: o frio, a neve, o silêncio, a morte.
Quando as plantas florescem na primavera, ali os homens escrevem os seus nomes. Mas quando as plantas florescem no inverno, ali se escreve o nome do Grande Mistério...
Arquivo Pessoal

domingo, 28 de junho de 2015

(imagem extraída do Google)

QUANDO SOU EU O NECESSITADO...

" Que eu faça um mendigo sentar-se à minha mesa, que eu perdoe aquele que me ofende e me esforce por amar - inclusive o meu inimigo - em nome de Cristo, tudo isso, naturalmente, não deixa de ser uma grande virtude. O que faço ao menor dos meus irmãos é ao próprio Cristo que faço.

Mas, o que acontecerá, se descubro porventura, que o menor, o mais miserável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, e precisa da esmola da minha bondade, que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar? "

(Carl Gustav Jung)

sábado, 20 de junho de 2015

(imagem do google)


    4° ENCONTRO 

“O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço.”
(Mário Quintana)

Nesse encontro falamos de nó e laço. 
O que verdadeiramente sentimos como um nó na nossa vida diária? 
Até que ponto estamos inteiramente dispostas a observar nossos sentimentos, confronta-los e compreender que muitas vezes ele se forma a partir de nosso íntimo, da nossa capacidade de não aceitação? 
Quem tem o poder de desatar meus nós se não eu própria? 
Na roda de conversas percebemos que a mágoa é um desencadeador de nó, quando não conseguimos compreender, aceitar e perdoar o que o outro nos faz ou o que nós mesmas fizemos  ou deixamos de fazer.  
  
MÁGOA:
“A palavra mágoa, que tem origem no latim macula, representa um sentimento de desgosto, pesar, sensação de amargura, tristeza, ressentimento.
É um descontentamento que, embora frequentemente brando, pode deixar resquícios que podem durar um bom tempo.” (dicionário online)
Que possamos cada vez mais fazer a sincera auto-avaliação, nos despindo de pré-conceitos, nos aceitando como pessoas passíveis de erro e como espíritos a caminho da evolução.

Finalizamos esse post com um trecho do texto de Leticia Thompson"Reciclagem de Vida".

Reciclagem de vida? 
Talvez sim. 
Talvez sejamos, no fim das contas, 
uma colcha de retalhos da vida. 
Mas que sejamos então uma bela colcha nova enfeitando um quarto, um coração,
talvez mesmo muitos corações e muitas vidas, a começar por nós mesmos.
(imagem do google)

AS ESTAÇÕES EM NÓS

" Daqui algumas horas finda-se o Outono e com ele o tempo necessário que precisamos para iniciar um período de introspecção.                                                                                                                    A ousadia do verão dá lugar ao espaço transitório de preparação de nossa alma para o inverno, para aquela hora de reunirmos forças, ganhar coragem e treinar a sapiência, enquanto nosso eu germina para o período da nova floração.
Observemos a natureza, as árvores se despem de suas folhas e com galhos e troncos nus, centram toda sua energia em seu interior e esperam pacientemente o sol voltar a aquecer mais calorosamente a terra, para deixar seus pequenos ramos irem aflorando pouco a pouco, até explodir com toda sua exuberância repleta de vida.
Nós também deveríamos nos interiorizar em cada inverno, e repensar valores que gostaríamos de explorar na próxima primavera. E quando chegar setembro e os dias se encherem de luz, perfume e cores, possamos dar nossa contribuição à natureza, renovados, iluminados, perfumados e coloridos, confiantes na vida que se renova a cada dia."
(Sonia Buzanello)

(imagem do google)