HUMILDADE
(Cora Coralina)
Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.
Quem sou eu
- As Mulheres 4estacoes
- O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........
sexta-feira, 5 de junho de 2015
domingo, 31 de maio de 2015
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| Imagem Google |
"A infância não é um tempo.Não é uma idade,uma coleção de memórias.
A infância é quando ainda não é demasiado tarde.É quando estamos disponíveis para nos surpreendermos,para nos deixarmos encantar. "
(Mia Couto)
MOSTRE A LÍNGUA
Hoje deparei-me com uma situação inusitada. Aguardando minha mãe ser atendida numa consulta de acupuntura, ouvi a terapeuta dizer “mostre a língua” e minha mãe, já com 83 anos responde: “como se faz isso mesmo?não me lembro!"
Fiquei pensando se ela não passou tempo demais em sua vida fazendo cara de séria e de poucos amigos. Quando será que ela mostrou a língua pela última vez ?
Mesmo sem perceber fiz uma rápida retrospectiva de minha vida. O que deixei de fazer só porque cresci ?O que não faço mais porque não é coisa de adulto? Quantas coisas deixamos de fazer para nos tornarmos adultos respeitáveis?
O tempo passa muito rápido para que tenhamos tempo de constatar essas coisas e reaprender a fazê-las.
Quando foi que eu cresci e passei a me comportar como gente grande? Em que parte de minha vida decidi mudar meu comportamento? Seja lá quando e como foi,me pergunto se valeu a pena deixar de ser criança,de mostrar a língua,de fazer careta.
Um dia percebemos que não conseguimos mais sentar no chão,ficar de cócoras,correr da chuva,balançar a saia,rir das bobagens que ouvimos e vemos. Pular corda,isso nem pensar,subir escadas correndo...ufa,nem sonhando.
O tempo passa e nós vamos nos acomodando conforme dá,acho tão pouco por tudo que já passamos,que já vivemos;mas de uma coisa tenho certeza, vou continuar mostrando a língua, vai que preciso fazer isso daqui uns vinte anos e aí vou saber como se faz.
(Sonia Buzanello)
sábado, 23 de maio de 2015
3° ENCONTROPara esse encontro queríamos fazer algo diferente,que levasse à reflexão e ao mesmo tempo confortasse o coração de cada uma,por isso escolhemos usar o livro "As Cartas do Caminho Sagrado",de Jamie Sams.
Cada uma mentalizou uma questão particular e retirou uma carta,depois lemos e comentamos os ensinamentos que ela nos trouxe.
Ao invés de falarmos do que aflige,aquietamos para ouvir o que o universo nos diz nas entrelinhas.
Finalizamos o encontro com um ritual do chá e entregamos a cada uma muda de lavanda.
Para finalizar esse post,transcrevemos de forma resumida,o ensinamento de uma das cartas retirada.
ESPAÇO SAGRADO
Respeito
Essa
carta sublinha o respeito que devemos ter pelos bens,idéias,os lares e as
personalidades dos outros. Isso se aplica ao respeito que devemos ter pelo
nosso próprio ser interno. Respeite você mesmo,para que os outros possam sentir
o reflexo deste respeito em si próprio e para que tenham mais respeito ao lidar
com você. Aprenda a dizer não!
Só convide a entrar no seu Espaço Sagrado
aquelas pessoas que demonstram merecer esse direito e que se esforçam para
respeitá-lo.Você é quem determina como as outras pessoas devem tratá-lo,pela
maneira como trata a si mesmo.
O importante não é que os outros gostem de você,mas sim que você se sinta capaz de conviver harmonicamente com você mesmo. A felicidade não começa pelo lado de fora. Ela brota dentro de você.

"A quinze metros do arco-íris,o sol é cheiroso".(Manoel de Barros)
Agradecemos a participação de todas,que com seus comentários oportunos e sensibilidade,enriquecem cada encontro.
Que a muda de lavanda possa germinar e florir no jardim da casa de vocês e perfumar o sol interno de cada uma.
O importante não é que os outros gostem de você,mas sim que você se sinta capaz de conviver harmonicamente com você mesmo. A felicidade não começa pelo lado de fora. Ela brota dentro de você.

"A quinze metros do arco-íris,o sol é cheiroso".(Manoel de Barros)
Agradecemos a participação de todas,que com seus comentários oportunos e sensibilidade,enriquecem cada encontro.
Que a muda de lavanda possa germinar e florir no jardim da casa de vocês e perfumar o sol interno de cada uma.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
quarta-feira, 6 de maio de 2015
GANGORRA
Emoções e sentimentos são como uma gangorra, ao menos eu sinto assim.
Tem dias que me sinto triste, angústiada,questionando a vida.
Mas as vezes a fé vence,dá um empurrão,
é o momento que a gangorra permanece no alto e que dá vontade de pausar.
Hoje estou no alto, então aproveito esse momento para agradecer a benção da oração atendida.
Acordei mais leve,feliz, essa leveza foi se expandindo e estou em paz...hoje estou me sentindo dadivosa.
Quero alimentar e realimentar esse sentimento,saber curtir o que tenho no momento,saber perceber que nosso desejo pode ser realizado de várias formas,basta ser criativo.
Olhando pela janela percebo o azul do céu,as nuvens e suas nuances,o vento, a dança das árvores,os passarinhos e insetos, os sons dos vizinhos,tudo é vida.
Quando penso no brinquedo gangorra, lembro que sempre preferi a subida, tinha medo que ao descer batesse no chão e eu viesse me machucar.
Mas hoje sei que a descida e o impulsionar,fazem parte da brincadeira.
Portanto que saibamos apreciar o sabor da descida,a paisagem do momento,ver por outro ângulo e assim lembrar que em cada momento deve existir um olhar atento,que nos faça feliz.
Já que no momento a moda é colorir, reflito que precisamos realmente de cor, mas talvez o mais importante seja antes colorirmos com o olhar.
(Andrea Giovanna)
Emoções e sentimentos são como uma gangorra, ao menos eu sinto assim.
Tem dias que me sinto triste, angústiada,questionando a vida.
Mas as vezes a fé vence,dá um empurrão,
é o momento que a gangorra permanece no alto e que dá vontade de pausar.
Hoje estou no alto, então aproveito esse momento para agradecer a benção da oração atendida.
Acordei mais leve,feliz, essa leveza foi se expandindo e estou em paz...hoje estou me sentindo dadivosa.
Quero alimentar e realimentar esse sentimento,saber curtir o que tenho no momento,saber perceber que nosso desejo pode ser realizado de várias formas,basta ser criativo.
Olhando pela janela percebo o azul do céu,as nuvens e suas nuances,o vento, a dança das árvores,os passarinhos e insetos, os sons dos vizinhos,tudo é vida.
Quando penso no brinquedo gangorra, lembro que sempre preferi a subida, tinha medo que ao descer batesse no chão e eu viesse me machucar.
Mas hoje sei que a descida e o impulsionar,fazem parte da brincadeira.
Portanto que saibamos apreciar o sabor da descida,a paisagem do momento,ver por outro ângulo e assim lembrar que em cada momento deve existir um olhar atento,que nos faça feliz.
Já que no momento a moda é colorir, reflito que precisamos realmente de cor, mas talvez o mais importante seja antes colorirmos com o olhar.
(Andrea Giovanna)
segunda-feira, 27 de abril de 2015
"Pare"
"A vida necessita de pausas."(Carlos Drummond de Andrade)É imperioso tirar pequenas pausas na agitação constante em que vivemos.Pausas que venham acrescentar leveza ao nosso mundo íntimo e nos permita alimentar a alma de doçuras,que nos livra da insensatez e desequilíbrio,do olhar indiferente as dores alheia.Pausas que tragam percepção e sensibilidade, para não ver apenas o mal escancarado,como a violência,mas principalmente,o mal tênue e sutil que aprisiona nossa alma e escraviza nosso corpo.Pequenas pausas diárias para nos reabastecer de:Ternura,compaixão,simplicidade,afetos,fé,sorrisos...Vida.(Por Alex e Sônia- mulheres 4 estações)
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