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O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

quinta-feira, 26 de março de 2015

"DESACELERAR"





Foto de Andrea Giovanna


"Acalma meus passos Senhor!

Desacelere as batidas do meu coração, acalmando minha mente.
 
Diminua meu ritmo apressado com uma visão da eternidade do tempo.
Em meio às confusões do dia a dia, dê-me a tranqüilidade das montanhas.
Retire a tensão dos meus músculos e nervos com a música tranqüilizante dos rios de águas constantes que vivem em minhas lembranças.


Ajude-me a conhecer o poder mágico e reparador do sono.
 
Ensina-me a arte de tirar pequenas férias:
reduzir o meu ritmo
para contemplar uma flor,
papear com um amigo,
afagar uma criança,
ler um poema,
ouvir uma música preferida.

Acalme meu passo, Senhor, para que eu possa perceber no meio do incessante labor cotidiano dos ruídos, lutas, alegrias, cansaços ou desalentos, a Tua presença constante no meu coração.

Acalme meu passo, Senhor,
para que eu possa entoar
o cântico da esperança,
sorrir para o meu próximo
e calar-me para escutar a Tua voz. 


Acalme meu passo, Senhor, e inspire-me a enterrar minhas raízes no solo dos valores duradouros da vida, para que eu possa crescer até no caminho para a Vida Eterna.

Obrigado Senhor, pelo dia de hoje, pela família que me deste, meu trabalho e sobretudo pela Tua presença em minha vida. "
(Autor desconhecido)

sábado, 21 de março de 2015

Dia da Poesia

Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês.Quando fechas o livro, eles alçam voo como de um alçapão. Eles não têm pouso nem porto,alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.E olhas, então, essas tuas mãos vazias,no maravilhoso espanto de saberes que o alimento deles já estava  em ti..."                         
   (Mario Quintana )



sexta-feira, 13 de março de 2015



A casa de hóspedes

O ser humano é uma casa de hóspedes.
Toda manhã uma nova chegada.
A alegria, a depressão, a falta de sentido, como visitantes inesperados.
Receba e entretenha a todos, mesmo que seja uma multidão de dores
que violentamente varre sua casa e tira seus móveis.
Ainda assim trate seus hóspedes honradamente.
Eles podem estar te limpando para um novo prazer.
O pensamento escuro, a vergonha, a malícia, encontre-os à porta rindo.
Agradeça a quem vem, porque cada um foi enviado como um guardião do além.
(Rumi)

Muitas vezes estes hóspedes que não  desejamos chegam para nos alertar que que é preciso limpar nossa casa interior, reformular conceitos, exercitar a paciência e o amor em todas as formas.
Abrindo assim, espaço para a beleza da vida.Quanto mais aprendemos,menos eles nos visitam.

Sônia- mulheres 4 estações

domingo, 8 de março de 2015

1° ENCONTRO

Somos partes variadas de uma única  pessoa,como uma colcha feita de retalhos,onde cada experiência tece um pedacinho de nós.
Somos retalhos do tempo, sentimentos, memórias e várias fases que vivemos.

Esse foi o tema da nossa reunião inicial,que se deu de forma descontraída.
Entregamos um caderno a cada uma, para que no decorrer do ano possam escrever os sentimentos e impressões que despertam em si após cada encontro.
Escrever é uma ótima maneira de expressão e ajuda a organizar as idéias.

Finalizamos nossa roda de conversas com uma dinâmica através da escrita,onde uma participante recebeu uma frase para completar, dobrou o papel cobrindo a frase que leu e deixando só a sua, que outra completou e assim por diante.
Um texto escrito por várias mãos.

Por isso finalizamos este post com o resultado final da dinâmica.

"Eu vou tecendo minha história. ..
Vivendo com coragem e amor.
Ajudando quem mais precisa, isso me ajuda a  melhorar.
Que a cada dia, possamos auxiliar o próximo e a nós mesmos.
Demonstrando o que sentimos, dividindo nossas emoções, para que haja mais  união.
Mas as vezes não conseguimos demonstrar os sentimentos e isso nos traz frustração.
Ela se instala a medida que não falamos o que pensamos e queremos.
E só conseguimos amadurecer, à medida que aceitamos o que é bom e ruim em nós."

Obrigada meninas, por nos darem a oportunidade de tecer de forma tão amorosa, momentos ao lado de vocês.
(Alex, Carol e Sônia) .


quarta-feira, 4 de março de 2015

"Em Busca de si"





"A vida pode ser dura com a gente... Nos jogar às paredes. Nos vender ilusões. Nos roubar alguns sonhos. Por mais que ela nos moa, lembre-se: É no chão, onde tudo floresce. Hoje você é pó, amanhã será flor!"

(Bruno de Paula)


Eu vivo em crise comigo mesma. Já faz tempo que deixei de me amar como deveria, de me respeitar como gostaria, de me admirar como merecia.
Nos idos da juventude sentia um orgulho enorme de mim mesma, do meu corpo, do meu gênio, da minha força, da minha garra, da minha mocidade. Ultimamente tenho estado em conflito com a pessoa que me tornei, não gosto de ver o corpo envelhecido, os cabelos embranquecendo, os movimentos em desarmonia; tenho utilizado muitos de meus momentos para questionar-me... Será que não restou nada daquela pessoa tão cheia de si, tão segura de tudo, tão destemida ?
Será que os anos apagaram as marcas das guerras vencidas, das revoluções solitárias?
Será que ter me tornado uma mãe simplesmente, não seria motivo para me orgulhar de mim mesma ?
Talvez ainda falte algo que seja crucial para minha vida,algo que me faça querer acordar logo e ver um novo dia.
Um objetivo diário, uma meta, um desafio, talvez essa seja a palavra correta, um novo desafio,que nos faz gelar as mãos, descompassar o ritmo do coração, aumentar a adrenalina.
Por que será que permitimos nos perder de nós mesmas ?
A vida não para e reclama nossa presença atuante, não interessa como estamos depois de cada tempestade, sempre é preciso abrir as janelas, secar o chão, botar a roupa no varal e respirar profundamente, porque a vida ...  ah., ela não espera você chorar suas dores, nem assoprar suas feridas, ela te chama para continuar sempre.
E assim, para que novas sementes de sonhos e esperanças possam renascer no jardim de nossa alma, seguimos guarnecidas de anseios e desejos, nossa jornada sem fim ao encontro da plenitude.
(Sonia Buzanello)

domingo, 1 de março de 2015

"Colcha de Retalhos"

Uma colcha de retalhos é feita por mãos pacientes, unindo retalhos de cores, tamanhos e formas variados,para ao fim do trabalho,vê -lo transformar-se em algo harmonioso e belo. 
Essa é a proposta para os encontros de 2015,"colcha de retalhos" ,onde juntas vamos costurar emoções,que nos deem a possibilidade de transformação e harmonização interna. 
Aguardem 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Existir"

Finalizamos as postagens com o  texto de Rubem Alves.
O homem que com certeza sabia amar os ipês

Uma professora me contou esta coisa deliciosa. Um inspetor visitava uma escola. Numa sala ele viu, colados nas paredes, trabalhos dos alunos acerca de alguns dos meus livros infantis. Como que num desafio, ele perguntou à criançada: "E quem é Rubem Alves?". Um menininho respondeu: "O Rubem Alves é um homem que gosta de ipês-amarelos...". A resposta do menininho me deu grande felicidade. Ele sabia das coisas. As pessoas são aquilo que elas amam.
Mas o menininho não sabia que sou um homem de muitos amores... Amo os ipês, mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Encantam-se com tudo. Para eles o mundo é assombroso. Gosto também de banho de cachoeira (no verão...), da sensação do vento na cara, do barulho das folhas dos eucaliptos, do cheiro das magnólias, de música clássica, de canto gregoriano, do som metálico da viola, de poesia, de olhar as estrelas, de cachorro, das pinturas de Vermeer (o pintor do filme "Moça com Brinco de Pérola"), de Monet, de Dali, de Carl Larsson, do repicar de sinos, das catedrais góticas, de jardins, da comida mineira, de conversar à volta da lareira.
Diz Alberto Caeiro que o mundo é para ser visto, e não para pensarmos nele. Nos poemas bíblicos da criação está relatado que Deus, ao fim de cada dia de trabalho, sorria ao contemplar o mundo que estava criando: tudo era muito bonito. Os olhos são a porta pela qual a beleza entra na alma. Meus olhos se espantam com tudo que veem.
Sou místico. Ao contrário dos místicos religiosos que fecham os olhos para verem Deus, a Virgem e os anjos, eu abro bem os meus olhos para ver as frutas e legumes nas bancas das feiras. Cada fruta é um assombro, um milagre. Uma cebola é um milagre. Tanto assim que Neruda escreveu uma ode em seu louvor: "Rosa de água com escamas de cristal...".
Vejo e quero que os outros vejam comigo. Por isso escrevo. Faço fotografias com palavras. Diferentes dos filmes, que exigem tempo para serem vistos, as fotografias são instantâneas. Minhas crônicas são fotografias. Escrevo para fazer ver.
Uma das minhas alegrias são os e-mails que recebo de pessoas que me confessam haver aprendido o gozo da leitura lendo os textos que escrevo. Os adolescentes que parariam desanimados diante de um livro de 200 páginas sentem-se atraídos por um texto pequeno de apenas três páginas. O que escrevo são como aperitivos. Na literatura, frequentemente, o curto é muito maior que o comprido. Há poemas que contêm todo um universo.
Mas escrevo também com uma intenção gastronômica. Quero que meus textos sejam comidos pelos leitores. Mais do que isso: quero que eles sejam comidos de forma prazerosa. Um texto que dá prazer é degustado vagarosamente. São esses os textos que se transformam em carne e sangue, como acontece na eucaristia.
Sei que não me resta muito tempo. Já é crepúsculo. Não tenho medo da morte. O que sinto, na verdade, é tristeza. O mundo é muito bonito! Gostaria de ficar por aqui... Escrever é o meu jeito de ficar por aqui. Cada texto é uma semente. Depois que eu for, elas ficarão. Quem sabe se transformarão em árvores! Torço para que sejam ipês-amarelos...