Quem sou eu

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O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

domingo, 8 de março de 2015

1° ENCONTRO

Somos partes variadas de uma única  pessoa,como uma colcha feita de retalhos,onde cada experiência tece um pedacinho de nós.
Somos retalhos do tempo, sentimentos, memórias e várias fases que vivemos.

Esse foi o tema da nossa reunião inicial,que se deu de forma descontraída.
Entregamos um caderno a cada uma, para que no decorrer do ano possam escrever os sentimentos e impressões que despertam em si após cada encontro.
Escrever é uma ótima maneira de expressão e ajuda a organizar as idéias.

Finalizamos nossa roda de conversas com uma dinâmica através da escrita,onde uma participante recebeu uma frase para completar, dobrou o papel cobrindo a frase que leu e deixando só a sua, que outra completou e assim por diante.
Um texto escrito por várias mãos.

Por isso finalizamos este post com o resultado final da dinâmica.

"Eu vou tecendo minha história. ..
Vivendo com coragem e amor.
Ajudando quem mais precisa, isso me ajuda a  melhorar.
Que a cada dia, possamos auxiliar o próximo e a nós mesmos.
Demonstrando o que sentimos, dividindo nossas emoções, para que haja mais  união.
Mas as vezes não conseguimos demonstrar os sentimentos e isso nos traz frustração.
Ela se instala a medida que não falamos o que pensamos e queremos.
E só conseguimos amadurecer, à medida que aceitamos o que é bom e ruim em nós."

Obrigada meninas, por nos darem a oportunidade de tecer de forma tão amorosa, momentos ao lado de vocês.
(Alex, Carol e Sônia) .


quarta-feira, 4 de março de 2015

"Em Busca de si"





"A vida pode ser dura com a gente... Nos jogar às paredes. Nos vender ilusões. Nos roubar alguns sonhos. Por mais que ela nos moa, lembre-se: É no chão, onde tudo floresce. Hoje você é pó, amanhã será flor!"

(Bruno de Paula)


Eu vivo em crise comigo mesma. Já faz tempo que deixei de me amar como deveria, de me respeitar como gostaria, de me admirar como merecia.
Nos idos da juventude sentia um orgulho enorme de mim mesma, do meu corpo, do meu gênio, da minha força, da minha garra, da minha mocidade. Ultimamente tenho estado em conflito com a pessoa que me tornei, não gosto de ver o corpo envelhecido, os cabelos embranquecendo, os movimentos em desarmonia; tenho utilizado muitos de meus momentos para questionar-me... Será que não restou nada daquela pessoa tão cheia de si, tão segura de tudo, tão destemida ?
Será que os anos apagaram as marcas das guerras vencidas, das revoluções solitárias?
Será que ter me tornado uma mãe simplesmente, não seria motivo para me orgulhar de mim mesma ?
Talvez ainda falte algo que seja crucial para minha vida,algo que me faça querer acordar logo e ver um novo dia.
Um objetivo diário, uma meta, um desafio, talvez essa seja a palavra correta, um novo desafio,que nos faz gelar as mãos, descompassar o ritmo do coração, aumentar a adrenalina.
Por que será que permitimos nos perder de nós mesmas ?
A vida não para e reclama nossa presença atuante, não interessa como estamos depois de cada tempestade, sempre é preciso abrir as janelas, secar o chão, botar a roupa no varal e respirar profundamente, porque a vida ...  ah., ela não espera você chorar suas dores, nem assoprar suas feridas, ela te chama para continuar sempre.
E assim, para que novas sementes de sonhos e esperanças possam renascer no jardim de nossa alma, seguimos guarnecidas de anseios e desejos, nossa jornada sem fim ao encontro da plenitude.
(Sonia Buzanello)

domingo, 1 de março de 2015

"Colcha de Retalhos"

Uma colcha de retalhos é feita por mãos pacientes, unindo retalhos de cores, tamanhos e formas variados,para ao fim do trabalho,vê -lo transformar-se em algo harmonioso e belo. 
Essa é a proposta para os encontros de 2015,"colcha de retalhos" ,onde juntas vamos costurar emoções,que nos deem a possibilidade de transformação e harmonização interna. 
Aguardem 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Existir"

Finalizamos as postagens com o  texto de Rubem Alves.
O homem que com certeza sabia amar os ipês

Uma professora me contou esta coisa deliciosa. Um inspetor visitava uma escola. Numa sala ele viu, colados nas paredes, trabalhos dos alunos acerca de alguns dos meus livros infantis. Como que num desafio, ele perguntou à criançada: "E quem é Rubem Alves?". Um menininho respondeu: "O Rubem Alves é um homem que gosta de ipês-amarelos...". A resposta do menininho me deu grande felicidade. Ele sabia das coisas. As pessoas são aquilo que elas amam.
Mas o menininho não sabia que sou um homem de muitos amores... Amo os ipês, mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Encantam-se com tudo. Para eles o mundo é assombroso. Gosto também de banho de cachoeira (no verão...), da sensação do vento na cara, do barulho das folhas dos eucaliptos, do cheiro das magnólias, de música clássica, de canto gregoriano, do som metálico da viola, de poesia, de olhar as estrelas, de cachorro, das pinturas de Vermeer (o pintor do filme "Moça com Brinco de Pérola"), de Monet, de Dali, de Carl Larsson, do repicar de sinos, das catedrais góticas, de jardins, da comida mineira, de conversar à volta da lareira.
Diz Alberto Caeiro que o mundo é para ser visto, e não para pensarmos nele. Nos poemas bíblicos da criação está relatado que Deus, ao fim de cada dia de trabalho, sorria ao contemplar o mundo que estava criando: tudo era muito bonito. Os olhos são a porta pela qual a beleza entra na alma. Meus olhos se espantam com tudo que veem.
Sou místico. Ao contrário dos místicos religiosos que fecham os olhos para verem Deus, a Virgem e os anjos, eu abro bem os meus olhos para ver as frutas e legumes nas bancas das feiras. Cada fruta é um assombro, um milagre. Uma cebola é um milagre. Tanto assim que Neruda escreveu uma ode em seu louvor: "Rosa de água com escamas de cristal...".
Vejo e quero que os outros vejam comigo. Por isso escrevo. Faço fotografias com palavras. Diferentes dos filmes, que exigem tempo para serem vistos, as fotografias são instantâneas. Minhas crônicas são fotografias. Escrevo para fazer ver.
Uma das minhas alegrias são os e-mails que recebo de pessoas que me confessam haver aprendido o gozo da leitura lendo os textos que escrevo. Os adolescentes que parariam desanimados diante de um livro de 200 páginas sentem-se atraídos por um texto pequeno de apenas três páginas. O que escrevo são como aperitivos. Na literatura, frequentemente, o curto é muito maior que o comprido. Há poemas que contêm todo um universo.
Mas escrevo também com uma intenção gastronômica. Quero que meus textos sejam comidos pelos leitores. Mais do que isso: quero que eles sejam comidos de forma prazerosa. Um texto que dá prazer é degustado vagarosamente. São esses os textos que se transformam em carne e sangue, como acontece na eucaristia.
Sei que não me resta muito tempo. Já é crepúsculo. Não tenho medo da morte. O que sinto, na verdade, é tristeza. O mundo é muito bonito! Gostaria de ficar por aqui... Escrever é o meu jeito de ficar por aqui. Cada texto é uma semente. Depois que eu for, elas ficarão. Quem sabe se transformarão em árvores! Torço para que sejam ipês-amarelos...


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

"Força e Renascimento"

"Amor tem que ser que nem ipê: florescer toda vez que parece morrer. "
(J.Motter).
Alguns anos atrás li uma reportagem sobre um ipê, que na cidade de Porto 
Velho(RO) foi cortado e depois de aparado recebeu fios de eletricidade. 
Mas depois de um tempo o tronco recomeçou a brotar, por isso colocaram ao lado um poste de concreto,permitindo assim que o ipê pudesse novamente florir.
Isso nos faz refletir que em alguns momentos da vida precisamos usar a sabedoria do ipê:resignação,paciência e quietude.
Deixar o tempo curar nossas feridas e promover as mudanças necessárias,desenvolvendo em nós a capacidade de adaptação e transformação, sem contudo nos fazer esquecer de quem realmente somos,da força da nossa essência que nos permite vivenciar os cortes,as mudanças e ainda assim, ser capaz de novas flores. 
Sônia- mulheres 4 estações. 
Imagem: Leandro Barcellos (Google)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

"Equilíbrio"

Essências Florais do Ipê

Os florais são a essência das flores em água pura, são bençãos da Natureza para os seres humanos, auxiliares na nossa caminhada de evolução. Somos feitos da mesma energia que preenche o Universo, flores, plantas, animais, seres humanos, somos provenientes da mesma fonte divina, e, por isso, podemos nos beneficiar com o uso das essências florais, que podem nos ajudar muito acalmando, equilibrando, curando e despertando para o que é essencial. Os efeitos das essências florais sobre nosso corpo espiritual, emocional e físico já são cientificamente comprovados. Nosso tema deste texto são as essências florais feitas das flores do Ipê Roxo e Amarelo que tem um alto poder de nos resgatar e recuperar.




 


Ipê Roxo - Para os que não vêem saída nas situações de grandes traumas e estresse. Alinha e repõe nossas energias após situações de grande desgaste físico, mental e emocional. Afasta hóspedes indesejáveis. Traz elevação, poder e visão. Ver além do que é. Traz a esperança dos sonhos realizados. O floral Ipê Roxo trabalha o Eu, o fortalecimento do Eu. ESSÊNCIA FLORAL ENCONTRADA NO SISTEMA FLORAL DE SAINT GERMAIN – PESQUISADORA NEIDE MARGONARI.



 Ipê Amarelo - Promove o redespertar e a potencialização dos recursos interiores necessários para a regeneração e o renascimento. Traz a capacidade de acessar e vivenciar plenamente os ciclos naturais da vida: nascer, florescer, frutificar, morrer e renascer. Mobiliza a esperança, vitalidade e força necessárias para a recuperação mental, emocional ou física, após choques, traumas ou exaustão gerada por longos períodos de esforço excessivo. ESSÊNCIA FLORAL ENCONTRADA NO SISTEMA FLORAL FILHAS DE GAIA – PESQUISADORA MARIA GRILLO.




( Este texto nos foi enviado pela Terapeuta Floral  Vanu Violante )

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

"RENOVAÇÃO"

"Corra o risco de ser considerado louco, vá visitar os ipês e diga- lhes que eles tornam seu mundo mais belo. 
Eles nem o ouvirão e não responderão, estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto. 
Quem sabe acontecerá com você o que aconteceu com Moisés e sentirá que ali resplandece a glória divina."
(Rubem Alves) 


Outro dia um amigo querido e de alma sábia, disse que o ipê é símbolo de força e nos ajuda a recarregar as energias. 
Que vivemos ansiosas e esquecemos de parar pra olhar a natureza e absorver o que ela nos transmite. 
Mesmo não tendo uma árvore por perto, podemos visualizar um ipê amarelo, carregado de flores,respirar de forma profunda e suave e deixar que sua energia nos ajude no reequilíbrio das emoções e pensamentos. 
Ipê é uma palavra de origem tupi e significa cascuda. É no ipê amarelo que temos a flor símbolo Nacional. 
Lembrando que a cor amarela está associada ao sol, abundância, cor que revitaliza a mente, as energias e inspiração. 
Nessa árvore encontramos não apenas a beleza das flores, mas a energia transformadora.
Por isso vamos fazer alguns posts sobre ele ,o ipê e, permitir que sua energia nos revitalize.
Aguardem 
Alex-mulheres 4estações