“7º
ENCONTRO”
O
encontro desse mês foi muito gratificante. O grupo tem crescido não apenas em
novas participantes, mas principalmente em relação a desenvoltura do assunto e
da nossa análise interior.
Usamos,
desta vez, um conto do zen budismo e iniciamos com uma meditação conduzida por
uma amiga do grupo, onde pudemos nos harmonizar e nos colocar a vontade para
falar das portas que permitimos que permaneçam fechadas na nossa vida, as quais
muitas vezes nem percebemos.
Nos
questionamos e procuramos em nós tudo o que nos aprisiona. Medo, vergonha,
insegurança e culpa são algumas das questões que foram abordadas.
O que
nos trouxe a percepção de que algumas fases que vivenciamos já cumpriram seu
ciclo e por estarmos focadas no que significaram, não compreendemos que a porta
se abre de dentro pra fora e para tal, há de se ter coragem e um novo olhar
para perceber o momento de sair por elas.
Ao
final usamos uma visualização da transmutação pelo fogo sagrado, para nos
ajudar a soltar as amarras que nos limitam.
Abaixo,
o texto que elucidou nosso encontro.
“A FALSA PRISÃO”
Em um mosteiro Zen, um monge novato estava agindo de forma rebelde
às normas do local, causando um certo tumulto. O mestre, percebendo o
desconforto da comunidade dos monges, resolveu chamar a atenção do monge
rebelde determinando-lhe que ficasse num alojamento a parte para que refletisse
sobre a sua conduta. Contrariado, mas obediente, o monge aceitou a ordem e foi
levado ao tal alojamento.
Passaram-se algumas semanas e o monge ainda estava no mesmo aposento, onde lhe levavam diariamente comida e água que eram deixadas em uma abertura da porta. Todo esse tempo de enclausuramento fez com que chegasse à conclusão que havia de fato passado dos limites com aquela atitude de rebeldia. Estava realmente arrependido.
O tempo passava e já fazia alguns meses que o monge estava lá, quando começou a se inquietar e pensou, indignado: "Sei que abusei da minha liberdade, mas não acho que minha atitude tenha sido tão grave ao ponto de ficar tantos meses trancafiado nesta prisão. Agora quem passou dos limites foram eles. Não vou mais aceitar tamanho absurdo. Vou sair daqui imediatamente, nem que eu tenha que arrebentar esta porta."
Neste momento, o monge se aproxima da porta e, numa atitude enraivecida, tenta forçar a tranca da porta para arrombá-la logo em seguida. Ao fazer isso, a porta se abre sem qualquer esforço de sua parte. Espantado, o monge nota que a porta estava aberta durante todo o tempo em que permanecera ali!
Passaram-se algumas semanas e o monge ainda estava no mesmo aposento, onde lhe levavam diariamente comida e água que eram deixadas em uma abertura da porta. Todo esse tempo de enclausuramento fez com que chegasse à conclusão que havia de fato passado dos limites com aquela atitude de rebeldia. Estava realmente arrependido.
O tempo passava e já fazia alguns meses que o monge estava lá, quando começou a se inquietar e pensou, indignado: "Sei que abusei da minha liberdade, mas não acho que minha atitude tenha sido tão grave ao ponto de ficar tantos meses trancafiado nesta prisão. Agora quem passou dos limites foram eles. Não vou mais aceitar tamanho absurdo. Vou sair daqui imediatamente, nem que eu tenha que arrebentar esta porta."
Neste momento, o monge se aproxima da porta e, numa atitude enraivecida, tenta forçar a tranca da porta para arrombá-la logo em seguida. Ao fazer isso, a porta se abre sem qualquer esforço de sua parte. Espantado, o monge nota que a porta estava aberta durante todo o tempo em que permanecera ali!
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