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O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

segunda-feira, 14 de abril de 2014

" ARTE DE SABER OUVIR"


O texto escolhido para este encontro foi " Escutatória"( Rubem Alves), para iniciar, fizemos uso da sabedoria indígena, com o "bastão falante"( artefato usado em muitas tribos de índios americanos durante  reuniões de conselhos, assegurando o direito de falar a quem segura o bastão).

Dessa forma, procuramos calar não apenas nossa palavra, mas também nossas murmurações interiores,e nos voltamos inteiramente ao ato escutar.Percebemos que que no  dia-a-dia não é  fácil ouvir sem julgar,sem querer dar nossa opinião,muitas vezes apenas ouvimos,mas não escutamos com compaixão,compreensão.
Percebemos também o quanto é importante ouvir a si próprio, fazer um reconhecimento interior dos nossos sentimentos,desejos, medos.

Sendo assim,esse encontro é um novo paradigma na nossa maneira de escutar, hoje com certeza cada uma de nós vai ouvir o outro de forma mais carinhosa ......e a si mesma,com o silêncio e amorosidade, que nossa alma necessita para falar de si. 


Então... Finalizo este post da mesma forma que finalizamos nosso encontro, com a frase  que carinhosamente nos foi compartilhada, enriquecendo assim, ainda mais nossa tarde.

" Aos outros dou o direito de ser como são,a mim, cabe  o dever de ser cada dia melhor"( Chico Xavier). 


quinta-feira, 27 de março de 2014



OUTONO: TEMPO DE PERDAS E GANHOS


                           

Estação faz um convite à renovação da vida e ao amadurecimento

Se prestarmos mais atenção aos detalhes da natureza, perceberemos que cada estação do ano traz mensagens e convites específicos. No entanto, muitas vezes não conseguimos enxergar esses sinais porque insistimos em achar que não somos parte integrante do meio ambiente. Cada estação do ano nos convida a novas posturas e nos oferece uma série de aprendizados para a vida. O outono, é uma época especialmente recheada de significados que podem enriquecer nossas percepções. Esse período chega logo após o verão, aquela estação de tempo quente, aberto, de plena luz e em que nossos movimentos tendem para o mundo externo. Não é à toa que para chegar a uma estação intermediária precisamos das "águas de março", uma chuvinha persistente que vai resfriando o tempo aos poucos.
O outono é uma época de transição entre os extremos de temperatura verão-inverno. Qual é a principal imagem que lhe vem à mente quando pensa em outono? É bastante provável que a maioria das pessoas responda a essa pergunta lembrando da clássica imagem das árvores perdendo suas folhas. Mas você sabe por que acontece essa perda? Se as árvores não as deixassem ir, não sobreviveriam à próxima estação. As folhas se queimariam com o frio do inverno e, assim, os ciclos de respiração da árvore se findariam bruscamente, o que resultaria no fim da vida. A natureza nos mostra mais uma vez a beleza de sua sabedoria: é preciso entrega, é preciso deixar ir o que não serve mais, para proteger o que é mais importante."A natureza nos mostra mais uma vez a beleza de sua sabedoria: é preciso entrega, é preciso deixar ir o que não serve mais, para proteger o que é mais importante."
O que a princípio pode parecer uma perda é na verdade um ganho: ela ganha mais tempo de vida, e chega renovada às próximas estações.
Reflita a partir disso: o que você precisa deixar ir, do que você precisa abrir mão para seguir firme para os próximos ciclos, para continuar a crescer? O outono é também estação de amadurecimento dos frutos. É o tempo de deixar ir inclusive os resultados de nossos esforços, para que novas forças possam gestar outros futuros projetos.
Durante essa época é válido observar quais elementos em você precisam ser sacrificados para que o mais sagrado para sua vida seja preservado ou resgatado. Pense na palavra sacrifício a partir de sua etimologia: é um sagrado ofício, um trabalho, uma ação que possui um caráter sagrado, para além do superficial, que transcende o banal, que tem um significado maior.
ABRA-SE AO NASCER DE UM NOVO TEMPO
No outono, é importante questionar se o medo e a dúvida estão impedindo seus ideais maiores de serem realizados. Reflita se alguns comportamentos repetitivos lhe afastam do seu real potencial criativo. Talvez seja chegado o momento de tomar consciência e assumir uma atitude de compromisso consigo, desapegando-se daquilo que não lhe serve mais, daquilo que esteja impedindo seus passos rumo às próximas estações de seu crescimento.
Não é simples, nem fácil, mas também não é impossível. Como tudo na natureza, nossos processos de mudança carecem de tempo para se instalarem. Tempo para ir amadurecendo, até que seja o momento da colheita. Passo a passo, reflita sobre os pesos desnecessários que podem estar atrasando seu caminhar, vá se desapegando e deixando ir.
Lembro agora as palavras de Tom Jobim: "São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no meu coração". Mesmo que as águas pareçam dar fim ao melhor da festa do verão, na verdade, elas estão nos mostrando que a vida segue e novas estações virão! Acredite: observando a natureza podemos concluir que depois da noite sempre vem o dia. Acredite que vale a pena se libertar para deixar nascer um novo tempo. (Baseado no tx de Juliana Garcia).

Por Carol4estações



2º. ENCONTRO
Nesse encontro, usamos a fábula " A bruxa e o coelho", do livro "Um dia minha alma se abriu por inteiro (Iyanla Vanzat).
Através do nosso diálogo, percebemos a importância de saber dizer ao outro o que realmente queremos, não dando a ele o poder de decidir por nós.
Nossas escolhas refletem-se em nosso estado intimo. Que possamos faze-la com sabedoria, mantendo assim nossa harmonia interior.
Finalizamos criando uma mandala pessoal, onde pudemos nos expressar através das formas e cores.

  


A BRUXA E O COELHO

           Viviam juntos numa floresta, o coelho e a bruxa. Certo dia a bruxa convidou o coelho para irem a uma outra floresta.  O coelho não queria ir, mas nada disse. Foi caminhando ao lado da bruxa conversando. Após andarem por algum tempo, pararam para descansar. O coelho então disse: - Estou com sede. A bruxa então, arrancou uma folha da árvore, soprou-a e apresentou ao coelho uma cabaça cheia de água. O coelho bebeu a água e nada disse. Continuaram então à caminhar. Ao pararem, novamente o coelho disse; - Estou com, fome. A bruxa pegou uma pedra do chão, soprou-a e a transformou num punhado de rabanetes. Não era bem isso que o coelho queria, mas aceitou os rabanetes e come-os até o fim. Continuaram a jornada. Um pouco depois, o coelho tropeçou e caiu, ferindo-se. A bruxa colheu folhas e pedras e com algumas palavras mágicas fez um unguento que friccionou no corpo do coelho.E ficou ao lado dele até que ele melhorasse. Com o coelho já curado, a bruxa transformou-se numa águia, agarrou o coelho e levantou voo. levando-o até seu ninho e saiu voando outra vez.
          Ao voltar, não o encontrou mais. Um dia, deu de cara com o coelho na floresta e perguntou: - Porque tem se escondido de mim? - Saia de perto de mim. Disse o coelho. - Tenho medo de você. Não gosto nem de você, nem de sua mágica que vive impondo o que eu não quero. Os olhos da bruxa encheram-se de lágrimas. Ela então disse ao coelho. - Eu te ajudei porque pensei que fosse meu amigo. Você aceitou meus presentes mágicos e agora vira-se contra mim? Por isso, vou amaldiçoá-lo. Deste dia em diante, toda vez que você não expressar os seus desejos, perderá a capacidade de desejar. E quando não tiver desejos e sentir medo, aquilo que você temer cairá sobre você. 

MORAL DA HISTÓRIA: Aquilo de que você sente medo cairá sobre você e o que você temer encontrará você.


Soninha4estações



sábado, 1 de março de 2014




AS QUATRO ESTAÇÕES E A LAVANDA 




Estação de renovação - é quando o frígido solo do inverno finalmente dá passagem para as plantas e flores, para que - ao despertarem de sua longa hibernação - nos ofereçam suas renovadas cores e fragrâncias e, juntamente com tudo isto, a esperançosa perspectiva do Renascimento.
A Lavanda na primavera reflete um novo crescimento, nutrição e esperança. Ela nos instiga a celebrar a renovação da vida, a liberar tudo que é velho e abraçar o novo – o excitante despertar de seu crescimento renovado, na estação da Primavera, permeia tudo ao seu redor, com inspiração fortalecida pela vida em sua plenitude.


A lavanda no verão... Esta estação quente nos oferece longos dias e noites curtas.
Nos dias alegres de verão, nossos corpos recebem grande quantidade de luz - isto nos faz despertar a consciência da capacidade que o Sol tem de nos aquecer e nos energizar, bem como seu poderoso poder de cura.
A Lavanda oferece graciosamente seu precioso conteúdo terapêutico, no ápice do esplendor do Sol – ambos nos influenciam positivamente, tanto no nível espiritual quando no físico. Suas energias nos tornam luminosos e radiantes.
Assim como a luz do Sol tem o poder de nos elevar e nos energizar com sua resplandecente luz, a Lavanda também nos assiste na iluminação de nossos pensamentos e sentimentos.


Após a estação da florada, a Lavanda descansa; seus galhos secam nas plantas, e sua cor aprofunda-se para misturar-se com as matizes do outono. O outono é o meio do caminho entre o verão e o inverno, quando a recuo do sol cruza o celestial equador. Então, os dias e noites terão a mesma medida de tempo. Este é o momento de buscar pelo equilíbrio e a harmonia interna. A Lavanda, por sua habilidade adaptogênica, oferece-nos sua inestimável ajuda, para que possamos manter em ajustado alinhamento nossos pensamentos e sentimentos. Outono é tempo de colheita - é justamente quando notamos que as sementes que plantamos, amadurecem e se aprimoram, proporcionando o momento da colheita. As folhas mudam de cor, os dias encurtam-se e nosso espírito naturalmente se volta para o interior. Avaliamos nossa força e nossas fraquezas. Com a ajuda da Lavanda, haverá um esforço para desenvolvermos o fortalecimento das virtudes e minimizar as fraquezas.
Inverno

O inverno é tempo de escuridão, descanso e recuperação. Dá-nos a oportunidade de voltarmos para nosso interior e reforçarmos a conexão com nossa luz interna.
A Lavanda, no inverno, propicia-nos a capacidade de encontrarmos a força interior e nossas fontes de recursos internos - este é o tempo ideal para reafirmar nossa fé, com claras intenções. Esta estação promove e estimula atitudes criativas e ajuda-nos a restaurar nossa luz individual e a acessarmos nosso calor interno.
É nesta estação do ano que – apropriadamente - devemos voltar nosso foco para as ações, os relacionamentos e as coisas que são de fato importantes para nossas vidas.

Por Carol (baseado no tx de Vera O´neill)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

FATIMA  – A FIANDEIRA




Numa cidade do mais longínquo Ocidente, vivia uma jovem chamada Fátima, filha de um próspero fiandeiro.
Um dia o pai lhe disse:
- Vem, filha, faremos uma viagem, pois tenho negócios a resolver nas ilhas do mar Mediterrâneo. Talvez encontres por lá algum jovem atraente, de boa posição, com quem poderias casar.
Puseram-se a caminho e viajaram de ilha em ilha; o pai cuidando de seus negócios, enquanto Fátima sonhava com o marido que logo poderia ter. Mas um dia, quando estavam a caminho de Creta, levantou-se uma tempestade e o barco naufragou. Fátima semiconsciente, foi arrastada a uma praia perto de Alexandria.
Seu pai tinha morrido e ela ficou totalmente desamparada. Podia recordar-se apenas vagamente de sua vida até aquele momento, pois a experiência do naufrágio, e o fato de ter ficado exposta às inclemências do mar, tinham-na deixado completamente exausta.
Quando vagava na areia, uma família de tecelões a encontrou. Embora fossem pobres, levaram-na para sua casa humilde e ensinaram-lhe seu ofício. Desse modo, Fátima iniciou uma nova vida, e dentro de um ou dois anos voltou a ser feliz, reconciliada com sua sorte. Porém, um dia, quando estava na praia, um bando de mercadores de escravos desembarcou e a levou, junto com outros cativos.
Apesar de Fátima lamentar-se amargamente por seu destino, eles não demonstraram nenhuma compaixão: levaram-na para Istambul e a venderam como escrava. Seu mundo tinha desmoronado pela segunda vez.
No mercado havia poucos compradores. Um deles era um homem que procurava escravos para trabalhar em sua serraria, onde fabricava mastros para embarcações. Quando viu o abatimento da infeliz Fátima, decidiu comprá-la pensando que poderia proporcionar-lhe uma vida um pouco melhor do que teria nas mãos de outro comprador.
Levou Fátima para casa, com a intenção de fazer dela uma criada para sua esposa. Ao chegar, soube que tinha perdido todo o seu dinheiro quando um carregamento fora capturado por piratas. Não podia enfrentar as despesas que lhe davam os empregados, e assim ele, Fátima e sua mulher arcaram sozinhos com a pesada tarefa de fabricar mastros.
Fátima, grata ao seu patrão por tê-la resgatado, trabalhou tão arduamente e tão bem que ele lhe deu a liberdade e ela passou a ser sua auxiliar de confiança. Assim, chegou a ser relativamente feliz em sua terceira profissão.
Um dia, ele lhe disse:
_ Fátima, quero que vás a Java, como minha agente, com um carregamento de mastros, procura vendê-los com lucro.
Ela se pôs a caminho, mas, quando o barco estava diante da costa chinesa, um tufão o fez naufragar. Mais uma vez Fátima se viu jogada na praia de um país desconhecido. De novo chorou amargamente, porque sentia que em sua vida nada acontecia como esperava. Sempre que tudo parecia andar bem, acontecia algo que destruía suas esperanças.
_ Porque será – perguntou pela terceira vez – que sempre que tento fazer alguma coisa ela não dá certo? Por que devo passar por tantas desgraças?
Como não teve respostas, levantou-se da areia e afastou-se da praia.
Ninguém na China tinha ouvido falar de Fátima e de seus problemas. Mas existia uma lenda de que chegaria certa mulher estrangeira, capaz de fazer uma tenda para o imperador. Como naquela época não existia ninguém na China que soubesse fazer tendas, todo mundo aguardava com ansiedade o cumprimento da profecia.
Para ter certeza de que a estrangeira, ao chegar, não passaria sem ser notada, uma vez por ano os sucessivos imperadores da China costumavam mandar seus mensageiros a todas as cidades e aldeias do país, pedindo que toda mulher estrangeira fosse levada à corte.
Exatamente, numa dessas ocasiões, esgotada, Fátima chegou a uma cidade costeira da China. Os habitantes do lugar falaram com ela através de um intérprete, e lhe explicaram que devia ir à presença do imperador.
_ Senhora – disse o imperador quando Fátima foi levada até ele – sabe fabricar uma tenda?
_ Acho que sim – respondeu a moça.
Pediu cordas, mas não tinham. Lembrando-se dos seus tempos de fiandeira, Fátima então colheu linho e fabricou-as. Depois pediu um tecido resistente, mas os chineses não tinham do tipo que ela precisava. Então, utilizando suas experiências com os tecelões de Alexandria, fabricou um tecido forte, próprio para tendas. Percebeu que precisava de estacas para a tenda, mas não existiam no país. Lembrando-se do que lhe ensinara o fabricante de mastros em Istambul, Fátima fabricou umas estacas firmes. Quando tudo estava pronto, deu tratos à bola procurando lembrar de todas as tendas que tinha visto em suas viagens. E uma tenda foi construída.
Quando a maravilha foi mostrada ao imperador da China, ele se prontificou a satisfazer qualquer desejo que Fátima expressasse. Ela quis morar na China, se casou com um belo príncipe e, rodeada por seus filhos, viveu muito feliz até o fim de seus dias.
Através dessas aventuras, Fátima compreendeu que o que em cada ocasião lhe tinha parecido ser uma experiência desagradável, acabou sendo parte essencial para a sua felicidade.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Alguém te pediu para fazer isso?

Alguém te pediu para fazer isso?

Alguém te pediu para fazer isso? Melhor,  alguém te pediu para fazer TUDO isso?

Rapidamente em defesa você responde:

-Não, ninguém me pediu para fazer isso, mas preciso fazer.

Precisa fazer? Quem disse que é preciso fazer?

Ainda em defesa responde:

-Ninguém disse, na verdade penso que é preciso fazer.

Ah! Pensa que é preciso fazer...

Agora te pergunto, pensa que é preciso fazer ou faz por querer?

Estações queridas, no fundo fazemos sempre o que queremos, mas insistimos em camuflar nossas vontades, em culpar toda uma sociedade por tudo aquilo que queremos fazer.

 Insistimos em nos sabotar, pois quando acreditarmos um pouquinho na nossa capacidade criadora (fazedora), melhor do que transformarmos o mundo , transformaremos nós mesmas.



                                                  Ale4Estações

"PRIMEIRO ENCONTRO"

Enfim , nossa primeira reunião do grupo  Mulheres 4 estações.

Começamos de forma tímida ,usando como base o conto grego Fátima, a Fiandeira,mas conforme fomos compartilhando experiências e sentimentos nossa reunião se tornou muito prazerosa.

A essência da nossa interpretação foi uma analogia com as varias fases da nossa vida diária, enquanto vamos"fiando"os dias, vamos adquirindo novas habilidades e conhecimentos, que somados nos dão a capacidade de superação e crescimento interior .

Encerramos nosso encontro com o exercício da bolha rosa
( Visualização criativa- Shakti Gawain) e com a leveza que uma boa conversa nos proporciona.

Soninha4estações