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O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

quinta-feira, 27 de março de 2014


2º. ENCONTRO
Nesse encontro, usamos a fábula " A bruxa e o coelho", do livro "Um dia minha alma se abriu por inteiro (Iyanla Vanzat).
Através do nosso diálogo, percebemos a importância de saber dizer ao outro o que realmente queremos, não dando a ele o poder de decidir por nós.
Nossas escolhas refletem-se em nosso estado intimo. Que possamos faze-la com sabedoria, mantendo assim nossa harmonia interior.
Finalizamos criando uma mandala pessoal, onde pudemos nos expressar através das formas e cores.

  


A BRUXA E O COELHO

           Viviam juntos numa floresta, o coelho e a bruxa. Certo dia a bruxa convidou o coelho para irem a uma outra floresta.  O coelho não queria ir, mas nada disse. Foi caminhando ao lado da bruxa conversando. Após andarem por algum tempo, pararam para descansar. O coelho então disse: - Estou com sede. A bruxa então, arrancou uma folha da árvore, soprou-a e apresentou ao coelho uma cabaça cheia de água. O coelho bebeu a água e nada disse. Continuaram então à caminhar. Ao pararem, novamente o coelho disse; - Estou com, fome. A bruxa pegou uma pedra do chão, soprou-a e a transformou num punhado de rabanetes. Não era bem isso que o coelho queria, mas aceitou os rabanetes e come-os até o fim. Continuaram a jornada. Um pouco depois, o coelho tropeçou e caiu, ferindo-se. A bruxa colheu folhas e pedras e com algumas palavras mágicas fez um unguento que friccionou no corpo do coelho.E ficou ao lado dele até que ele melhorasse. Com o coelho já curado, a bruxa transformou-se numa águia, agarrou o coelho e levantou voo. levando-o até seu ninho e saiu voando outra vez.
          Ao voltar, não o encontrou mais. Um dia, deu de cara com o coelho na floresta e perguntou: - Porque tem se escondido de mim? - Saia de perto de mim. Disse o coelho. - Tenho medo de você. Não gosto nem de você, nem de sua mágica que vive impondo o que eu não quero. Os olhos da bruxa encheram-se de lágrimas. Ela então disse ao coelho. - Eu te ajudei porque pensei que fosse meu amigo. Você aceitou meus presentes mágicos e agora vira-se contra mim? Por isso, vou amaldiçoá-lo. Deste dia em diante, toda vez que você não expressar os seus desejos, perderá a capacidade de desejar. E quando não tiver desejos e sentir medo, aquilo que você temer cairá sobre você. 

MORAL DA HISTÓRIA: Aquilo de que você sente medo cairá sobre você e o que você temer encontrará você.


Soninha4estações



sábado, 1 de março de 2014




AS QUATRO ESTAÇÕES E A LAVANDA 




Estação de renovação - é quando o frígido solo do inverno finalmente dá passagem para as plantas e flores, para que - ao despertarem de sua longa hibernação - nos ofereçam suas renovadas cores e fragrâncias e, juntamente com tudo isto, a esperançosa perspectiva do Renascimento.
A Lavanda na primavera reflete um novo crescimento, nutrição e esperança. Ela nos instiga a celebrar a renovação da vida, a liberar tudo que é velho e abraçar o novo – o excitante despertar de seu crescimento renovado, na estação da Primavera, permeia tudo ao seu redor, com inspiração fortalecida pela vida em sua plenitude.


A lavanda no verão... Esta estação quente nos oferece longos dias e noites curtas.
Nos dias alegres de verão, nossos corpos recebem grande quantidade de luz - isto nos faz despertar a consciência da capacidade que o Sol tem de nos aquecer e nos energizar, bem como seu poderoso poder de cura.
A Lavanda oferece graciosamente seu precioso conteúdo terapêutico, no ápice do esplendor do Sol – ambos nos influenciam positivamente, tanto no nível espiritual quando no físico. Suas energias nos tornam luminosos e radiantes.
Assim como a luz do Sol tem o poder de nos elevar e nos energizar com sua resplandecente luz, a Lavanda também nos assiste na iluminação de nossos pensamentos e sentimentos.


Após a estação da florada, a Lavanda descansa; seus galhos secam nas plantas, e sua cor aprofunda-se para misturar-se com as matizes do outono. O outono é o meio do caminho entre o verão e o inverno, quando a recuo do sol cruza o celestial equador. Então, os dias e noites terão a mesma medida de tempo. Este é o momento de buscar pelo equilíbrio e a harmonia interna. A Lavanda, por sua habilidade adaptogênica, oferece-nos sua inestimável ajuda, para que possamos manter em ajustado alinhamento nossos pensamentos e sentimentos. Outono é tempo de colheita - é justamente quando notamos que as sementes que plantamos, amadurecem e se aprimoram, proporcionando o momento da colheita. As folhas mudam de cor, os dias encurtam-se e nosso espírito naturalmente se volta para o interior. Avaliamos nossa força e nossas fraquezas. Com a ajuda da Lavanda, haverá um esforço para desenvolvermos o fortalecimento das virtudes e minimizar as fraquezas.
Inverno

O inverno é tempo de escuridão, descanso e recuperação. Dá-nos a oportunidade de voltarmos para nosso interior e reforçarmos a conexão com nossa luz interna.
A Lavanda, no inverno, propicia-nos a capacidade de encontrarmos a força interior e nossas fontes de recursos internos - este é o tempo ideal para reafirmar nossa fé, com claras intenções. Esta estação promove e estimula atitudes criativas e ajuda-nos a restaurar nossa luz individual e a acessarmos nosso calor interno.
É nesta estação do ano que – apropriadamente - devemos voltar nosso foco para as ações, os relacionamentos e as coisas que são de fato importantes para nossas vidas.

Por Carol (baseado no tx de Vera O´neill)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

FATIMA  – A FIANDEIRA




Numa cidade do mais longínquo Ocidente, vivia uma jovem chamada Fátima, filha de um próspero fiandeiro.
Um dia o pai lhe disse:
- Vem, filha, faremos uma viagem, pois tenho negócios a resolver nas ilhas do mar Mediterrâneo. Talvez encontres por lá algum jovem atraente, de boa posição, com quem poderias casar.
Puseram-se a caminho e viajaram de ilha em ilha; o pai cuidando de seus negócios, enquanto Fátima sonhava com o marido que logo poderia ter. Mas um dia, quando estavam a caminho de Creta, levantou-se uma tempestade e o barco naufragou. Fátima semiconsciente, foi arrastada a uma praia perto de Alexandria.
Seu pai tinha morrido e ela ficou totalmente desamparada. Podia recordar-se apenas vagamente de sua vida até aquele momento, pois a experiência do naufrágio, e o fato de ter ficado exposta às inclemências do mar, tinham-na deixado completamente exausta.
Quando vagava na areia, uma família de tecelões a encontrou. Embora fossem pobres, levaram-na para sua casa humilde e ensinaram-lhe seu ofício. Desse modo, Fátima iniciou uma nova vida, e dentro de um ou dois anos voltou a ser feliz, reconciliada com sua sorte. Porém, um dia, quando estava na praia, um bando de mercadores de escravos desembarcou e a levou, junto com outros cativos.
Apesar de Fátima lamentar-se amargamente por seu destino, eles não demonstraram nenhuma compaixão: levaram-na para Istambul e a venderam como escrava. Seu mundo tinha desmoronado pela segunda vez.
No mercado havia poucos compradores. Um deles era um homem que procurava escravos para trabalhar em sua serraria, onde fabricava mastros para embarcações. Quando viu o abatimento da infeliz Fátima, decidiu comprá-la pensando que poderia proporcionar-lhe uma vida um pouco melhor do que teria nas mãos de outro comprador.
Levou Fátima para casa, com a intenção de fazer dela uma criada para sua esposa. Ao chegar, soube que tinha perdido todo o seu dinheiro quando um carregamento fora capturado por piratas. Não podia enfrentar as despesas que lhe davam os empregados, e assim ele, Fátima e sua mulher arcaram sozinhos com a pesada tarefa de fabricar mastros.
Fátima, grata ao seu patrão por tê-la resgatado, trabalhou tão arduamente e tão bem que ele lhe deu a liberdade e ela passou a ser sua auxiliar de confiança. Assim, chegou a ser relativamente feliz em sua terceira profissão.
Um dia, ele lhe disse:
_ Fátima, quero que vás a Java, como minha agente, com um carregamento de mastros, procura vendê-los com lucro.
Ela se pôs a caminho, mas, quando o barco estava diante da costa chinesa, um tufão o fez naufragar. Mais uma vez Fátima se viu jogada na praia de um país desconhecido. De novo chorou amargamente, porque sentia que em sua vida nada acontecia como esperava. Sempre que tudo parecia andar bem, acontecia algo que destruía suas esperanças.
_ Porque será – perguntou pela terceira vez – que sempre que tento fazer alguma coisa ela não dá certo? Por que devo passar por tantas desgraças?
Como não teve respostas, levantou-se da areia e afastou-se da praia.
Ninguém na China tinha ouvido falar de Fátima e de seus problemas. Mas existia uma lenda de que chegaria certa mulher estrangeira, capaz de fazer uma tenda para o imperador. Como naquela época não existia ninguém na China que soubesse fazer tendas, todo mundo aguardava com ansiedade o cumprimento da profecia.
Para ter certeza de que a estrangeira, ao chegar, não passaria sem ser notada, uma vez por ano os sucessivos imperadores da China costumavam mandar seus mensageiros a todas as cidades e aldeias do país, pedindo que toda mulher estrangeira fosse levada à corte.
Exatamente, numa dessas ocasiões, esgotada, Fátima chegou a uma cidade costeira da China. Os habitantes do lugar falaram com ela através de um intérprete, e lhe explicaram que devia ir à presença do imperador.
_ Senhora – disse o imperador quando Fátima foi levada até ele – sabe fabricar uma tenda?
_ Acho que sim – respondeu a moça.
Pediu cordas, mas não tinham. Lembrando-se dos seus tempos de fiandeira, Fátima então colheu linho e fabricou-as. Depois pediu um tecido resistente, mas os chineses não tinham do tipo que ela precisava. Então, utilizando suas experiências com os tecelões de Alexandria, fabricou um tecido forte, próprio para tendas. Percebeu que precisava de estacas para a tenda, mas não existiam no país. Lembrando-se do que lhe ensinara o fabricante de mastros em Istambul, Fátima fabricou umas estacas firmes. Quando tudo estava pronto, deu tratos à bola procurando lembrar de todas as tendas que tinha visto em suas viagens. E uma tenda foi construída.
Quando a maravilha foi mostrada ao imperador da China, ele se prontificou a satisfazer qualquer desejo que Fátima expressasse. Ela quis morar na China, se casou com um belo príncipe e, rodeada por seus filhos, viveu muito feliz até o fim de seus dias.
Através dessas aventuras, Fátima compreendeu que o que em cada ocasião lhe tinha parecido ser uma experiência desagradável, acabou sendo parte essencial para a sua felicidade.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Alguém te pediu para fazer isso?

Alguém te pediu para fazer isso?

Alguém te pediu para fazer isso? Melhor,  alguém te pediu para fazer TUDO isso?

Rapidamente em defesa você responde:

-Não, ninguém me pediu para fazer isso, mas preciso fazer.

Precisa fazer? Quem disse que é preciso fazer?

Ainda em defesa responde:

-Ninguém disse, na verdade penso que é preciso fazer.

Ah! Pensa que é preciso fazer...

Agora te pergunto, pensa que é preciso fazer ou faz por querer?

Estações queridas, no fundo fazemos sempre o que queremos, mas insistimos em camuflar nossas vontades, em culpar toda uma sociedade por tudo aquilo que queremos fazer.

 Insistimos em nos sabotar, pois quando acreditarmos um pouquinho na nossa capacidade criadora (fazedora), melhor do que transformarmos o mundo , transformaremos nós mesmas.



                                                  Ale4Estações

"PRIMEIRO ENCONTRO"

Enfim , nossa primeira reunião do grupo  Mulheres 4 estações.

Começamos de forma tímida ,usando como base o conto grego Fátima, a Fiandeira,mas conforme fomos compartilhando experiências e sentimentos nossa reunião se tornou muito prazerosa.

A essência da nossa interpretação foi uma analogia com as varias fases da nossa vida diária, enquanto vamos"fiando"os dias, vamos adquirindo novas habilidades e conhecimentos, que somados nos dão a capacidade de superação e crescimento interior .

Encerramos nosso encontro com o exercício da bolha rosa
( Visualização criativa- Shakti Gawain) e com a leveza que uma boa conversa nos proporciona.

Soninha4estações


domingo, 29 de dezembro de 2013

QUERER DE ANO NOVO



Que meu olhar se demore mais sobre os que amo e eu diga incontáveis vezes o quanto são importantes,

que eu tenha leveza para encarar os desafios, sem me deixar arrastar pela monotonia de alguns dias,

que eu estreite laços, desfaça nós, respeite o limite do meu corpo,das minhas emoções, reconheça minhas fragilidades e carências.


No novo ano,quero me encantar mais...amar mais...colorir os dias com sorrisos e afagos,

enfeitar um cantinho da minha alma com sonhos e esperanças, para quando  estiver triste,fatigada,
encontrar em mim mesma a força necessária para acalentar a dor, curar as feridas, reequilibrar os passos,

quero que minha fé e alegria pela vida,façam ninho em meu coração e que este ,sirva de pouso, ao "novo-começar".


(soninha4estações)

sábado, 21 de dezembro de 2013



Dezembro...Natal chegando...casas decoradas com enfeites natalinos, luzes por toda cidade, e como não poderia deixar ser, surge a ARVORE DE NATAL.

Tão colorida, com suas luzes piscando, trazendo alegria aos lares em todos os continentes.

Hoje me lembrei de uma pequena história, que fala de uma arvore. Não uma ARVORE DE NATAL, e sim uma simples arvore. Essa historia nos mostra uma maneira criativa de lidar com os problemas da vida e do trabalho, vamos a ela.

A árvore dos problemas

Autor desconhecido
Eu contratei um carpinteiro para me ajudar a restaurar uma velha casa de fazenda. Ele teve um dia de trabalho muito pesado. Um pneu furado fez com que ele perdesse uma hora de trabalho, sua serra elétrica pifou e, no fim do dia, o motor de sua velha camionete se recusou a funcionar. Ele permaneceu totalmente em silêncio, enquanto eu lhe dava uma carona até sua casa.
Ao chegarmos, ele me convidou para conhecer sua família. Quando nos dirigíamos para a entrada da casa ele parou frente a uma pequena árvore e tocou as pontas de alguns galhos com ambas as mãos. Assim que a porta abriu, ele mudou seu semblante totalmente. Sorrindo ele abraçou com alegria seus dois filhos pequenos e beijou sua esposa.
Quando ele me acompanhava até o carro, eu não resisti e perguntei qual o significado do que ele tinha feito quando passamos pela árvore antes de entrar em casa. “Oh, esta é a minha árvore dos problemas”, ele respondeu. “Eu sei que não há como evitar alguns problemas no trabalho, mas de uma coisa estou certo, problemas não devem entrar em minha casa, onde estão minha esposa e filhos. Então, eu simplesmente penduro os problemas na árvore antes de entrar em casa. De manhã eu os pego de volta” Ele sorriu e disse: “Uma coisa engraçada, quando eu os pego de manhã, eles são menos numerosos e menos graves do que eram quando eu os pendurei na noite anterior”.

E você? O que você faz com seus problemas no final do dia?
Leva-os para casa e os convida para a mesa de jantar?
Ao dormir, você permite que eles se deitem na sua cama e transformem seus sonhos em pesadelos?
A maneira como lidamos com nossos problemas diários tem um forte impacto sobre nossa saúde física e mental, sobre nosso desempenho profissional e, especialmente, sobre nossa vida familiar. Se deixarmos os problemas à solta, nossa mente tem a tendência de aumentá-los. Alimentados pelo nosso lado pessimista, problemas normais do dia a dia se transformam e assumem em nossa mente proporções que, na maioria das vezes, não correspondem à realidade dos fatos. As soluções parecem inalcançáveis e somos dominados pelo desânimo e pela falta de criatividade.


Pense nisso!