Quem sou eu

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O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

quinta-feira, 30 de junho de 2016

PENSAMENTO DO DIA

Quem é cego?
Aquele que é incapaz de enxergar outro mundo.

Quem é mudo?
Aquele que é incapaz de dizer palavras amáveis no momento certo.

Quem é pobre?
Aquele que é atormentado por ambição desmedida.

Quem é rico?
Aquele cujo coração está em paz.

(Provérbio Indiano)


(Imagem google)

domingo, 19 de junho de 2016

QUAL A MINHA IDADE?

No encontro desse mês, vimos um vídeo que nos possibilitou falar sobre a juventude interna.
Sobre a ideia que se tem, de que envelhecer significa abrir mão de atividades e coisas que  são prazerosas.
Falamos o que a maturidade nos trouxe até aqui, da importância da aceitação e amor a si mesma diante do espelho.
Foi uma conversa regada a bom humor, que nos deixou ainda mais conscientes do que cada fase vivida, representa para nós atualmente.
E para terminar o post de hoje, nada melhor do que as palavras de Cora Coralina

Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem.

Ela lhe disse:
Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.
Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então, silêncio!
Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás. Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.
(Cora Coralina)

                                         (imagem google)

sábado, 4 de junho de 2016

INCOMPLETA

Como uma borboleta ela anseia pelo voo.
Mas tem uma das asas presa ao seu casulo, guarida segura dos seus instantes de metamorfose.
Sair, significa experimentar novos ares, conquistar novos espaços, reconstruir novas oportunidades.
E pra isso é preciso coragem, coisa que ela não sabe mais se possui.
Enquanto isso, fica na soleira sentindo o  frescor da brisa, o perfume das flores trazidas pelo vento, o calor morno do sol da manhã.
Mas sua alma, fonte da vida, deseja mesmo é um banho de mar, inebriar-se do perfume de um campo de lavandas, inundar-se de luz e voltar a amar.
É, mas amar implica em acordar emoções e sentimentos adormecidos.
E ela sabe que às vezes, quando ninguém a vê, suas feridas ainda sangram.
Por isso ela se retrai, continua arriscando voos curtos e acha que é feliz assim.
Incompleta de si mesma.

( Sônia A.)


                                ( imagem google )