Quem sou eu

Minha foto
O grupo Mulheres 4 Estações,nasceu do encontro de ideias de 3 mulheres, ao perceberem em si o quanto é prazeroso e enriquecedor a troca de vivencias, já que tantas vezes nos reconhecemos no pensamento e sentimento alheio. Então veio o desejo de compartilhar essa experiencia com outras mulheres..... e assim como a natureza se reveste das estações para se revelar aos nossos olhos,nós nos revestimos do falar e ouvir, para nos revelar a nós mesmas.........

terça-feira, 19 de agosto de 2014

"Minha Casa"

" A verdadeira felicidade está  na própria casa,entre as alegrias da família".         ( Leon Tolstoi )

Nossa casa não é feita apenas das paredes que nos abriga, ela é composta pela energia dos nossos pensamentos e sentimentos.

É o local onde somos mais verdadeiros,fazemos planos,sonhamos,colocamos nossas inquietações,alegrias,tristezas e tudo o que nos vai ao coração.

Mante-la em harmonia não depende apenas da escolha dos móveis, cores e objetos decorativos, é preciso também revesti-la com alegria,generosidade, oração, amor.

É no lar que compartilhamos a vida, dia-a-dia junto à família, é preciso sabedoria nesse convívio, disposição em perdoar,tolerância,amizade. 

Que possamos através da nossa renovação diária, transforma-la em ninho acolhedor, nos reunir mais vezes à mesa para trocar confidências, resgatar lembranças.

Um lar também se faz com risos entre amigos, aroma de café  e bolo feito na hora, abraços de filhos, bagunças do neto...........se faz do silêncio que respeita a quietude do outro, do cuidado amoroso e tantas coisas que as vezes por parecerem pequenas passam despercebidas.

Desejo então que a visão se alargue, os sentidos sejam aguçados e haja sensibilidade para compreender que a energia também se renova quando adoçamos tudo com bem querer. (Sônia A.)
Imagem Google

E você, o que faz para renovar as energias do seu lar?

terça-feira, 12 de agosto de 2014

"6 ENCONTRO" -

Neste encontro, usamos um lindo texto que nos permitiu falar das nuances que possuímos.
Somos uma mistura de mel e fel,luz e sombra,que se esbarram diariamente,por isso é tão importante reconhece-los e não camufla-los no desejo que possuímos de perfeição.

Percebemos que também possuímos asas,mas que elas se retraem diante da dor,do medo de arriscar,das ideias pré concebidas,da pressa, da falta de humor.

Reconhecer nossas asas,despertou em nós o desejo de voar mais alto,através dos nossos sonhos, desejos...que podemos revolucionar sim, o jardim da nossa alma,da nossa vida,adubando sementes que ainda não germinaram,lançando sementes novas,sem cobrar do tempo a urgência que vive em nós...respeitando os ciclos e nossos limites.

Lembrando que asas só nos permitem voar,mediante esforço próprio,caso contrário se tornam âncoras.

Abaixo compartilhamos o texto, que nos inspirou de forma tão positiva.

                                  
AVISO ÀS BORBOLETAS ( Jorge Miguel Marinho )

Rompi minha crisália!
Agora sou uma borboleta feliz e ansiosa que fia com urgência a sua história. Sei que a minha experiência é breve e preciso projetar para o mundo o tempo em que hibernei.

No meu ciclo de larva eu já colhia tudo - a metamorfose das cores, o vento necessário, a experiência do mel. Involuntariamente eu me construia para o centro, sugava com as patas a seiva das plantas, me preparava para o dia de voar. Mal podia supor que as minhas asas seriam essa tatuagem de todas as formas, sobreposição de escamas cintilantes igual a um telhado suspenso no ar.

Asas, minha enseada, minha perdição.
Acho mesmo que minhas antenas aguçadíssimas e os olhos sensíveis ao som, vieram dessa minha vontade de ir sempre além.

É arriscado voar e é por isso que eu voo. Sou atraída por novas montanhas e desconhecidas planícies - não posso esperar porque o tempo que me pertence é uma única estação. Voo para estar na aventura do voo e voo também pelas borboletas domesticadas que perderam a ousadia de voar. São asas que se tornam apenas ombros, e "ombros suportam o mundo", como o poeta escreveu.

Voo, voo sim!

Simples, a minha natureza é cheia de círculos, de quebra planos, de espirais. Não tenho nada a ver com o voo em linha reta, sou responsável por mim e pela aventura de outras borboletas. Afinal, voar, simplesmente voar é com os pássaros, e inverter o rumo das coisas, migrar sem descanso no horizonte da procura, é com as borboletas.
Por isso, a minha história, aconteça o que acontecer, só deve valer a pena para quem sabe que toda a verdade é sempre um pedaço de uma outra coisa e que o voo mais urgente é revolucionar os jardins.


Imagem google